Qui minor est inter vos, hic major est.


295525_427877353970737_47775838_nA doutrina segundo a qual São José é o maior dos santos depois da Virgem Maria tende a tornar-se uma doutrina comumente aceita na Igreja, que não teme declarar o humilde carpinteiro superior em graça e em beatitude aos patriarcas, a Moisés, aos maiores dos profetas, a São João Batista, e também aos apóstolos, a São Pedro, a São João, a São Paulo, e por mais forte razão superior em santidade aos maiores mártires e aos maiores doutores da Igreja. O menor, por sua profunda humildade, é em razão da conexão das virtudes, o maior pela elevação da caridade: “Qui minor est inter vos, hic major est” (Luc. IX, 48). [...]
[Essa doutrina] recebeu a aprovação de Leão XIII na encíclica Quanquam pluries, de agosto de 1899, escrita para proclamar o patrocínio de São José sobre a Igreja universal. Ele diz: “Certamente a dignidade da Mãe de Deus é tão alta que nada pôde ser criado acima dela. No entanto, como José foi unido à bem-aventurada Virgem pelo laço conjugal, não se pode duvidar que ele se tenha aproximado, mais do que ninguém, dessa dignidade supereminente pela qual a Mãe de Deus ultrapassa tanto todas as naturezas criadas. A união conjugal é, com efeito, a maior de todas; em razão de sua própria natureza, ela acompanha-se da comunicação recíproca dos bens dos dois esposos. Se, pois, Deus deu à Virgem José como esposo, certamente não somente o deu como apoio na vida, como testemunho de sua virgindade, guarda de sua honra, mas o fez também participar, pelo laço conjugal, da eminente dignidade que ela recebeu". [...]
Tendo Leão XIII afirmado que São José se aproximou mais do que ninguém da dignidade supereminente da Mãe de Deus, segue-se que, na glória, ele está acima de todos os anjos? Não o poderíamos afirmar com certeza; contentemo-nos em exprimir a doutrina cada vez mais aceita pela Igreja, dizendo: De todos os santos, José é o mais elevado no céu depois de Jesus e Maria; ele está entre os anjos e os arcanjos. [...] A perfeição consiste em fazer aquilo que Deus quer, cada um segundo a sua vocação;mas no silêncio e na obscuridade a vocação de José ultrapassa a vocação dos apóstolos, porque toca mais de perto o mistério da Encarnação redentora. José, depois de Maria, foi quem esteve mais próximo do autor da graça, e, no silêncio de Belém, durante a estada no Egito e na casinha de Nazaré, recebeu mais graça do que nenhum outro santo jamais recebeu.

Publicado originalmente na festa de São José de 2009



http://fratresinunum.com/2013/03/19/qui-minor-est-inter-vos-hic-major-est-2/

Consolador das Almas do Purgatório


          O patrocínio de São José aos moribundos se estende, depois de seu trespasse, para o Purgatório, onde com sua caridade excelsa os protege e consola, obtendo de Deus alívio, abrandamento e abreviação das suas pernas.
        Por mais que uma pessoa seja pobre e indigente na Terra, ela sempre estará mais atendida dos seus semelhantes do que as pobres Almas do Purgatório. Pois aqui na Terra podemos rezar uns pelos outros, podemos nos ajudar mutuamente, podemos sempre esperar consolos de alguma espécie.
        No purgatório, porém, as almas benditas que ali estão purgando  seus pecados e se preparando para comparecerem purificadoas  e santas, na presença de Deus,não podem rezar por si mesma, não podem aliviar mutuamente suas penas.
        Elas, que constituem a Igreja Padecente, podem, entretanto, se beneficiar dos auxílios da Igreja Triunfante (constituída pelos justos que já estão no Paraíso) e dos auxílios provenientes da Igreja militante (ou seja, dos fieis que ainda estão em estado de prova, nesta vida mortal).
        As almas do Purgatório sofrem atrozmente, não somente as penas sensíveis do fogo do Purgatório, mas também as penas que lhe vêm de não poderem ainda ver a Deus — sumo Bem em direção ao Qual se sentem atraídas. Elas sofrem e, paradoxalmente, amam o seu sofrimento, porque sabem que não podem comparecer diante de Deus conservando restos de suas antigas faltas e imperfeições.
        Peçamos a poderosa intercessão de São José para libertação das Almas do Purgatório, especialmente aquelas que são mais necessitadas que são mais necessitadas e aquelas que, por algum título, nos são mais caras. E peçamos desde já, antecipadamente, por nós mesmos, quando lá estivemos se a tanto nos for reservado pela misericórdia de Deus. Não poderemos então rezar por nós mesmos, quando nada impede que desde já peçamos, para essa ocasião, o poderoso Patrocínio de São José.
        Por que atribuir a esse glorioso Santo o papel de essencial consolador das almas do Purgatório? Porque ele, de certa forma, já se antecipou a esse papel quando, depois da morte e não podendo entrar logo no Céu porque ainda não se dera a Redenção precisou esperar na Mansão dos Mortos, juntamente com os justos do Antigo Testamento, até que o sacrifício do Calvário lhe facultasse a entrada no paraíso. A piedade cristã tradicional sempre entendeu que São José, tendo morrido nos braços de Jesus cristo pouco antes da Redenção, recebeu de seu Filho o encargo do consolar os justos que esperavam pela visão de Deus, anunciando-lhes para breve a sua libertação. Muitos desses justos ressuscitaram como se lê no Evangelho (MT 27, 52-53), depois da morte de Jesus Cristo e visivelmente aparecerem em Jerusalém, para depois serem levados ao Céu. Muitos cristãos piedosos também creem que, na ocasião, São José ressuscitou e foi levado ao Céu em corpo e alma, não devendo aguardar, como o comum dos homens, o fim do mundo e o Juízo universal, para somente então, ressuscitarem.

Fonte:
São José, O esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, editora Petrus, 1ª edição, ano 2010, Pg94-96.



CARTA ENCÍCLICA "QUAMQUAM PLURIES" DE LEÃO XIII



Roma, 15 de agosto de 1889
(...) As razões pelas quais o beato José deve ser padroeiro especial da Igreja, e a Igreja se empenha muito à tutela e ao seu patrocínio, nascem principalmente do fato que ele foi esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo. Daqui vieram todas as suas grandezas, a graça, a santidade e a glória. Certamente a dignidade de Mãe de Deus está tão no alto que nada pode ser mais sublime. Mas porque entre José e a beatíssima Virgem existiu um nó conjugal, não tem dúvida que aquela altíssima dignidade, pela qual a Mãe de Deus ultrapassa de muito todas as criaturas, ele ficou ao Seu lado como ninguém mais o faria. De fato o matrimonio constitui a sociedade, o vínculo superior: pela sua natureza prevê a comunhão dos bens de um com o outro. Portanto se Deus deu à Virgem em marido José, lhe deu também como companheiro de vida, testemunho da virgindade, tutor da honestidade, mas também porque participasse, apesar do pacto conjugal, à excelsa sua grandeza.
      Assim ele emerge entre todos com grandíssima dignidade, porque por divina disposição e na opinião dos homens, pai do Filho de Deus. Daí consegue que o Verbo de Deus modestamente aceitasse a José, lhe obedecesse e lhe emprestasse aquela honra e aquela reverência que os filhos devem ao seus pais.
Agora, desta dupla dignidade surgiam naturalmente aqueles deveres que a natureza prescreve aos pais de família; e José foi a um tempo legítimo e natural, chefe e defensor da divina família. E estas obrigações ele de fato exercitou até o fim da sua vida. Se empenhou a tutelar com grande amor e quotidiana vigilância a sua esposa e a divina prole; procurou a eles com a sua fadiga, o necessário à vida; afastou deles os perigos vindos do ódio de um rei, levando-lhes a um lugar seguro; nas dificuldades das viagens e do exílio foi companheiro inseparável, ajuda e conforto à Virgem e a Jesus.
     Agora a casa divina, que José com quase pátria está governava, era o berço da nascente Igreja.
A Virgem Santíssima, enquanto mãe de Jesus Cristo é também mãe de todos os cristãos, dela gerados, em meio às atrozes penas do Redentor no Calvário; assim também Jesus Cristo é como o primogênito dos cristãos, que lhe são irmãos por adoção e redenção.
Se consegue que o beatíssimo Patriarca se considere protetor, em modo especial, da multidão dos cristãos de que é formada a Igreja, isto é, desta grandíssima família espalhada por todo o mundo na qual ele, como esposo de Maria e pai de Jesus Cristo, tem uma autoridade paterna. E’ então coisa justa e digna do beato José que, como ele um tempo tutelava santamente em qualquer evento a família de Nazaré, assim agora com o seu celeste patrocínio proteja e defenda a Igreja de Cristo. Estas coisas, Veneráveis Irmãos, como sabeis, encontram acordo naquilo que pensaram muitos Padres da Igreja, de acordo com a sagrada liturgia, isto é, que o antigo José, filho do patriarca Jacó, antecipasse a pessoa e o ministério do nosso, e com o seu esplendor fosse símbolo da grandeza do futuro da divina família. Na verdade, além de ambos terem o mesmo nome, não sem significado, eles tem outras grandes semelhanças da vós conhecidas: a primeira é aquela que o antigo José conquistou em modo singular, a benevolência e a graça do seu Senhor, e que tendo ele tido il governo da casa, todas as prosperidades e as bênçãos caiam sobre ele, por consideração a José, seu padrão. Ele, por vontade do monarca, governou com poderes soberanos todo o reino, e no tempo de pública calamidade, por falta de colheita e pela carestia, interviu com estupenda providencia aos Egípcios e aos povos confinantes, que o rei decretou se chamasse salvador do mundo.
Assim nesse antigo Patriarca é possível rever a figura do nosso. Como aquele foi benéfico e salutar para a casa do seu padrão e depois para todo o reino, assim estes, destinados à custodia da cristiandade, se deve reputar defensor e tutor da Igreja, a qual é verdadeiramente a casa do Senhor e o reino de Deus na terra.
Todos os cristãos, de qualquer condição e estado, têm bons motivos de afiar-se e abandonar-se à amorosa tutela de São José. Em José, os pais de família têm um sublime modelo de paterna vigilância e providência; os esposos, um perfeito exemplo de amor, de concórdia e de fé conjugal; os virgens, um exemplo e uma guia de integridade virginal. Os nobres, colocados na frente de si a imagem de José, aprendam a conservar também nos momentos difíceis a sua dignidade; os ricos compreendam quais sejam os bens que é oportuno desejar com ardente paixão e dos quais conservar no coração.

Dado em Roma, 15 de agosto de 1889, junto ao tumulo de S. Pedro.

Pena temporal

Boa parte das pessoas tem uma visão deturpada sobre o Sacramento da Confissão – especialmente aquelas que são avessas ao catolicismo. Muitos dizem por aí: “Quer dizer que o sujeito peca pra caramba, depois se confessa e é perdoado? Depois peca de novo, e de novo, se confessa outra vez e tá tudo certo? Assim é fácil… Vocês católicos são muito engraçados!”.
Sim, se uma pessoa peca mil vezes, ainda que seja o mesmo pecado, pode ser efetivamente perdoada por Deus por meio da Confissão. Porém, quem critica ou hostiliza a doutrina católica sobre o perdão dos pecados desconhece dois fatores importantíssimos:
  • Para que a confissão seja válida, é preciso que o pecador esteja sinceramente arrependido e tenha a intenção de não pecar mais. Se, ao contrário, se confessar já planejando fazer a mesma coisa de novo, não obterá o perdão de Deus (como é o caso do anjo gaiato da tirinha aí em cima);
  • O pecado é perdoado na Confissão – ou seja, a amizade com Deus é refeita – e o pecador fica livre de ir para o Inferno. Entretanto, a “dívida” gerada pelas consequências do pecado não é anulada. Nesta vida ou na outra (no Purgatório) ele deverá pagar por todo o mal que fez.

E lá vêm os "catolicrentes" (mix de católico com crente) interpretando a Bíblia à moda do zaralho: “Como assim?! Tá escrito na Bibra que Deus esquece completamente os nossos pecados quando nos dá o seu perdão”.

…pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados. (Jer 31:34)

Ô meu filho, não basta pegar um versículo das Escrituras e interpretá-lo a seu bel-prazer, sem considerar todo o contexto dos textos sagrados e a doutrina da Igreja. Deus “se esquece” dos pecados confessados no sentido de que retoma a Sua amizade conosco com muito amor, sem reservas. Mas, como bom Pai, Ele exige que sejamos responsáveis e que façamos tudo o que pudermos para consertar nossos erros ou compensar o mal que fizemos com ações voltadas para o bem. Isso se chama PENITÊNCIA.
Se os "catolicrentes' estudarem mais um pouquinho, verão que o versículo da Bíblia que diz que Deus não guarda lembrança alguma dos pecados perdoados vem depois de uma série de tragédias e grandes sofrimentos vividos pelo povo de Israel, que estava exilado na Babilônia justamente por causa de seus pecados. Ou seja, o Senhor prometeu esquecer todas as culpas da galera, mas não sem antes mandar chumbo grosso pra tomarem vergonha na cara.
E o mesmo Deus que promete esquecer as nossas culpas deixa claro que nós também precisamos fazer a nossa parte para mostrar que somos minimamente “dignos” (digo minimamente, porque nunca o seremos de fato) de Sua misericórdia:

Mas me atormentaste com teus pecados, cansaste-me com tuas iniquidades. Sempre sou eu quem deve apagar tuas faltas, e não mais me lembrar de teus pecados. Refresca tua memória e discutamos: apresenta tuas contas, para te justificar! (Isaias 43:24-26)

Viram? Quem quer rir, tem que fazer rir!
Tendo sido purificados de nossos pecados, continuamos a ter a obrigação de assumir as consequências das nossas cagadas; é preciso quitar as dívidas que temos com o Senhor e com nossos irmãos.
Estas dívidas são as chamadas PENAS TEMPORAIS (ou seja, são penas passageiras, e não eternas, como a do Inferno), que podemos reduzir ou pagar completamente ainda nesta vida, de várias formas:
  • Cumprindo a penitência estabelecida pelo sacerdote após a nossa Confissão;
  • Aceitando os sofrimentos desta vida sem revoltas;
  • Perseverando na oração;
  • Praticando obras de caridade (“porque a caridade cobre a multidão dos pecados” (I Pedro 4:8)); Praticando gestos de mortificação
  • Recebendo indulgências. 

Se, ao batermos as botas, tivermos morrido na amizade com Deus, mas tivermos ainda algumas dívidas “não quitadas”, não poderemos ir direito para o Céu; será preciso passar uma temporada no Purgatório, até que nossa purificação esteja completa (Catecismo da Igreja Católica, itens 1030 e 1031).
Como diria a minha sábia vovó, rapadura é doce, mas não é mole não!

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Fonte:
http://ocatequista.com.br/?p=5936

7 de Março - Mês Dedicado a São José Como São José conheceu a misteriosa Conceição do Verbo na Virgem, e não a quis receber em Matrimônio; Declaração do Anjo ao mesmo Santo




           De volta a Nazaré, foram se acentuando os sinais da maternidade na Virgem Maria. Como Deus salvaria a honra de sua virgindade, perante os homens e aos olhos de São José? Este pensamento teve a Virgem Maria, mas o que teria sido uma angústia para uma alma de natureza vulgar, preocupada consigo mesma, não podia perturbar a serenidade daquela que tinha dito: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”. – Os que se reconhecem instrumentos de Deus e se entregam a Ele na plenitude da fé, põem n’Ele toda sua confiança. Maria, diz Bossuet, entregou-se a Deus e permaneceu em paz.
            São José que não tinha sido iniciado no mistério do qual a Virgem Maria, por humildade e reserva, guardara o segredo, percebeu o seu estado. As aparências levariam a crer na infidelidade, mas o respeito à sua virtude afastava toda a suspeita. Não podendo penetrar nos desígnios de Deus, ele estava perplexo e na dúvida de recebê-la em matrimônio, isto é, de recebê-la em sua casa, para conviver com ela. Em sua justiça humana, tomou o partido que lhe pareceu melhor, qual o de afastar-se da cidade, fugindo daquele lugar para não denunciá-la, o que era obrigado a fazer pela lei.
            São José, em vez de fazer juízo temerário, via e ouvia o que se passava, sem dizer coisa alguma contra a Virgem Maria, tornando-se por isso o defensor da boa reputação, entre os cristãos.
            Versado como era nas sagradas escrituras e com a ciência infusa, lembrou-se que os Profetas asseguraram que uma Virgem seria a Mãe do Messias e então, em sua humildade, pensara: Ah! Que sou indigno; é preferível que me afaste secretamente por causa da minha indignidade e que não habite em sua companhia.
            Deus, porém, não quis deixá-lo neste estado por muito tempo. Uma noite, o Anjo do Senhor, o mesmo que lhe ordenou que comparecesse ao Templo e aceitasse a Virgem Maria como esposa, apareceu-lhe durante o sono e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por tua mulher: porque o que nela se passa é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e o chamará – Jesus (Salvador) – porque Ele há de salvar o seu povo dos seus pecados”.
            E tudo isto aconteceu, para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo profeta: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho. E chamarão o seu nome Emmanuel, que quer dizer: Deus conosco”.
            Certificado assim São José pela revelação do Anjo na evidência do mistério, despertou com o espírito sereno e cheio de incomparável júbilo, conheceu, manifestamente, a excelência de sua puríssima esposa, a quem reputou por Mãe verdadeira do mesmo Deus, dispondo-se, com o mais profundo desvelo e afeto, a servi-la e venerá-la, e nela ao mesmo Senhor, que trazia em seu virginal seio! Logo convocando os seus amigos e parentes, para a celebração das cerimônias externas a que os judeus chamavam casamento, recebeu-a como sua esposa; e viveram sempre como irmãos.
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A vida de São José pela Associação de Adoração Contínua a Jesus Sacramentado. Livraria Francisco Alves. 1927.

O Purgatório e os desgraçados hereges protestantes





              O dogma do purgatório tem como corolário várias verdades de fé as quais não se é obrigado a aceitar sob pena de pecado por não serem dogmas; mas negando a própria essência do Purgatório.
                A primeira verdade de fé relacionada com o purgatório é a da justificação. Esta é uma operação divina que apaga o pecado original e os pecados atuais- se os houver-, e faz passar o pecador do estado de pecado ao estado e de justiça.
                Desde o princípio, a Igreja tem ensinado que não somente a fé, mas também uma sincera conversão do coração, efetuada com caridade e contrição, é requerida para a justificação; ou seja, para nos tornar novamente justos aos olhos de Deus. “Segundo os protestantes [Lutero, Calvino], o homem tendo sido, depois do pecado original, privado do livre arbítrio e, por consequência, incapaz de toda boa obra, somente a fé, a fé sem obras, é a única condição da justificação; mas é a fé entendida no sentido dos inovadores, que não é a fé propriamente dita pela qual cremos, pela palavra do próprio Deus, em todas as verdades que revelou á sua Igreja, mas a confiança que nos faz crer que nossos pecados são apagados pela imputação; ou, se quiser, pela aplicação dos méritos de Jesus Cristo”.
                Pois “Lutero, afirmando que o homem está intrínseca e essencialmente corrompido pelo pecado original, não admite renovação  ou regeneração possível; e, portanto, diz que a justificação consiste em uma imputação da corrupção em atenção aos méritos de Cristo. O homem, pois, justificado legalmente, permaneceria pecador em seu interior. Se isto fosse  assim, o juízo de Deus deveria recair ou apenas sobre a realidade interna do homem, em cujo caso deveria condená-lo ao Inferno, ou sobre os méritos de Cristo, em cujo caso deveria levá-lo ao Céu imediatamente. Em qualquer caso, resultaria absurdo que Deus oferece a possibilidade de uma expiação ultraterrena que, de acordo com a lógica  luterana, seria intrinsecamente impossível. Daí a urgência com que Zwinglo exige de Lutero que negue a existência do purgatório; e daí também o Concílio de Trento, como vimos, se refere especialmente ao Purgatório no decreto da justificação, e depois d ter definido seu caráter extrínseco”.
               A doutrina protestante leva assim a excluir o Purgatório. Com efeito, Lutero, depois de alguns ataques iniciais, nos quais ainda não negava a existência do Purgatório, mas punha em dúvida o seu fundamento bíblico, acabou negando-o mais tarde.
                 Efetivamente, a doutrina de uma purificação ultraterrena não podia coexistir com as afirmações de que o homem é intrinsecamente perverso e de que se justifica pela fé sem obras. Daí que se justifica pela fé sem obras. Daí a negação do Purgatório ser comum a todo os protestantes.
                  Com efeito, na chamada "Confissão Galicana", da Igreja reformada, é dito: "Temos o Purgatório como uma ilusão que procede da mesma butique da qual procede também os votos monásticos, as peregrinações, a proibição de casamento [para sacerdotes] e o uso das carnes [nos dias de abstinência], a observação cerimoniosa dos dias, a confissão auricular, as indulgências e todas outras coisas pelas quais pensa-se merecer graça e salvação. Coisas que rejeitamos não somente pela falsa opinião do mérito a elas ligado, mas também porque são invenções humanas, que impõem jugo nas consciências".
                   É chegar ás últimas nefasta consequência em particular e da doutrina católica em geral.

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Fonte:
Catolicismo, nº 746-Fevereiro 2013-Ano LXIII

Novena para a eleição do Sumo Pontífice A ser rezada de 1º a 9 de março.

Extraída do brilhantíssimo blog "Frates in Unum", de cunho jornalistico, que vem prestando ótimo serviço a Igreja do Brasil e do Mundo.


novena

Prayer to St. Peter, Prince of the Apostles.
Glorious Saint Peter, I think you are the foundation of the Church, Pastor universal of all the faithful, the keeper of the keys of heaven, the true Vicar of Jesus Christ, and I boast of being your sheep, and subject your son. A grace I ask you with all my soul, guard me always united to you and do what is before me ripped the heart from the chest that love and full submission that you owe on your successors, the Roman Pontiffs. I live and die like your son and son of Holy Church, Catholic, Apostolic, Roman. So be it.
***                                                               ***                                                 ***
Oración a San Pedro, Príncipe de los Apóstoles.
Glorioso San Pedro, creo que son el fundamento de la Iglesia, Pastor universal de todos los fieles, el guardián de las llaves del cielo, el verdadero Vicario de Jesucristo, y me jacto de ser su oveja, y someter a su hijo. Una gracia que te pido con toda mi alma, guárdame siempre unida a ti y lo que está delante de mí arrancó el corazón del pecho que el amor y la sumisión total que usted debe en sus sucesores, los Romanos Pontífices. Vivo y muero como su hijo y el hijo de la Santa Iglesia, Católica, Apostólica, Romana. Que así sea.

Manual do congregado Mariano, 10ª edição, ano 1948, publicado pela Federação da arquidiocese de São Paulo, e reeditado pela Congregação Mariana Nsrª Auxiliadora e São José, em comemoração dos 450 anos das Congregações Marianas. 


Bento XVI fala a fiéis pela última vez como Papa antes da renúncia

Em última audiência pública, Bento XVI 
diz que papado teve 'águas agitadas' (Max Rossi/ Reuters)


A Praça de São Pedro tomada pelos fiéis.

A Praça de São Pedro tomada pelos fiéis.
Cidade do Vaticano, 27 fev 2013 (Ecclesia, Frates in unum) (assista o video aqui) — Bento XVI concedeu hoje a última audiência pública do seu pontificado, que se conclui esta quinta-feira, e explicou que a sua renúncia se aplica ao “exercício ativo do ministério” do Papa, sem implicar um regresso à “privacidade”. “Não regresso à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, receções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas fico de uma forma nova junto do Senhor crucificado; deixo de levar a potestade do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro”, declarou, na sua catequese em italiano, perante mais de 150 mil pessoas, segundo estimativas do Vaticano. Segundo Bento XVI, “amar a Igreja significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante de si o bem da Igreja e não a si próprio”. “Quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade ['privacy' no original]. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja, na sua vida é totalmente cortada a dimensão privada”, precisou. Agradecendo a presença “tão numerosa” de fiéis nesta audiência semanal, que ao longo dos anos do pontificado reuniu 5,1 milhões de pessoas, o Papa declarou recolher “tudo e todos na oração” para os confiar a Deus. “Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, sabemos todos nós, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, a sua vida”, prosseguiu, ao som das palmas dos presentes, agradecendo o dia de sol numa “manhã de inverno”. Bento XVI recordou o momento da sua eleição, a 19 de abril de 2005, e falou da “presença” de Deus que sentiu todos os dias neste ministério. “Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos nada fáceis”, confessou. “Houve momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir, mas sempre soube que nessa barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é sua e a não deixa afundar”, acrescentou. O Papa declarou que não se sentiu “só” ao longo dos anos em que viveu a “alegria e o peso” do pontificado, deixando palavras de agradecimento aos cardeais, pela sua “amizade”, aos seus colaboradores, à Diocese de Roma e ao “mundo inteiro”. “Gostaria de agradecer do fundo do coração às várias pessoas de todo o mundo que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa nunca está só, experimento-o agora de novo de um modo tão grande que toca o coração”, revelou. O Papa falou das cartas das “pessoas simples” que lhe escrevem como “irmãos e irmãs ou filhos e filhas”, porque a Igreja não é “uma organização”, uma “associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo”. “Deus guia a sua Igreja, levanta-a sempre, também e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão da fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo”, concluiu. Bento XVI apresentou a sua renúncia no último dia 11, com efeitos a partir de quinta-feira, por causa da sua “idade avançada”, abrindo caminho à eleição do seu sucessor. A última renúncia de um Papa tinha acontecido há quase 600 anos, com a abdicação de Gregório XII. OC


Fonte do vídeo:
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/bento-xvi-fala-a-fieis-pela-ultima-vez-como-papa-antes-da-renuncia/2429802/

Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé



Por ocasião do Ano da Fé, o Papa Bento XVI concede o dom da Indulgência Plenária. A 
Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 5, o decreto da Penitenciaria Apostólica com o qual se concede a indulgência.
As disposições estabelecidas pela Penitenciaria Apostólica indicam que podem obter a indulgência os fiéis verdadeiramente arrependidos, que tenham reparado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice. Isso de acordo com as seguintes situações:

- toda vez que participarem de pelo menos três momentos de pregações durante as Santas Missões, ou de pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local idôneo;

- toda vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, um catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um local sagrado designado pelo Ordinário (Bispo) do lugar para o Ano da Fé, e ali participarem de alguma função sagrada ou se detiverem para um tempo de recolhimento, concluindo com a oração do Pai-Nosso, o Credo, as invocações a Nossa Senhora e, de acordo com o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;

- toda vez, nos dias determinados pelo Ordinário (Bispo) do lugar para o Ano da Fé, em algum local sagrado participarem de uma solene celebração eucarística ou da Liturgia das Horas, acrescentando a Profissão de Fé em qualquer forma legítima;

- um dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, para a visita do batistério ou de outro lugar no qual receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais em qualquer fórmula legítima.

Aos idosos, doentes e a todos os que por motivos legítimos não puderem sair de casa, concede-se de igual modo a Indulgência plenária nas condições de costume. Isso se unidos com o espírito e com o pensamento aos fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Pontífice ou dos Bispos Diocesanos forem transmitidas pela televisão ou pelo rádio, recitarem na própria casa ou onde estiverem o Pai-Nosso, o Credo e outras orações conformes as finalidades do Ano da Fé, oferecendo seus sofrimentos ou as dificuldades da própria vida.




PENITENCIARIA APOSTÓLICA "URBIS ET ORBIS", D E C R E T O


PENITENCIARIA APOSTÓLICA
URBIS ET ORBIS
D E C R E T O
Enriquecem-se com o dom de Sagradas Indulgências

práticas de piedade especiais a realizar durante o Ano da fé


No dia do cinquentenário da inauguração solene do Concílio Ecuménico Vaticano II, ao qual o Beato João XXIII «tinha confiado como tarefa principal guardar e apresentar melhor o precioso depósito da doutrina cristã, para o tornar mais acessível aos fiéis de Cristo e a todos os homens de boa vontade» (João Paulo II, Const. Ap. Fidei depositum, 11 de Outubro de 1992: AAS 86 [1994] 113), o Sumo Pontífice Bento XVI estabeleceu o início de um Ano particularmente dedicado à profissão da fé verdadeira e à sua interpretação recta com a leitura, ou melhor, a piedosa meditação das Actas do Concílio e dos Artigos do Catecismo da Igreja Católica, publicado pelo Beato João Paulo II, trinta anos após o início do Concílio, com a intenção clara de «induzir os fiéis a aderir melhor a ele e a promover o conhecimento e a aplicação do mesmo» (ibid., 114).
Já no ano do Senhor de 1967, para recordar o décimo nono centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo, foi proclamado um semelhante Ano da fé pelo Servo de Deus Paulo VI, «com a Profissão de Fé do Povo de Deus, para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado» (Bento XVI, Carta Ap. Porta Fidei, 4).
Neste nosso tempo de mudanças profundíssimas, às quais a humanidade está sujeita, o Santo Padre Bento XVI, com a proclamação deste segundo Ano da fé, tenciona convidar o Povo de Deus, do qual é Pastor universal, assim como os irmãos Bispos de todo o orbe, «para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé» (ibid., n. 8).
Será dada a todos os fiéis a «oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado... nas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro; nas [suas] casas e no meio das [suas] famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo» (ibidem).
Além disso, todos os fiéis, individual e comunitariamente, serão chamados a dar testemunho aberto da sua fé diante dos outros, nas circunstâncias peculiares da vida quotidiana: «A própria natureza social do homem exige que ele exprima externamente os actos religiosos interiores, entre em comunicação com os demais em assuntos religiosos e professe de modo comunitário a própria religião» (Decl. Dignitatis humanae7 dic. 1965: AAS 58 [1966], 932).
Dado que se trata antes de tudo de desenvolver ao máximo nível — na medida do possível nesta terra — a santidade de vida e de alcançar, portanto, no grau mais alto a pureza da alma, será muito útil o grande dom das Indulgências que a Igreja, em virtude do poder que lhe foi conferido por Cristo, oferece a todos os que, com as devidas disposições, cumprirem as prescrições especiais para as obter. «Com a Indulgência — ensinava Paulo VI — a Igreja, valendo-se do seu poder de ministra da Redenção levada a cabo por Cristo Senhor, comunica aos fiéis a participação desta plenitude de Cristo na comunhão dos Santos, oferecendo-lhes em grandíssima medida os meios para alcançar a salvação» (Carta Ap. Apostolorum Limina, 23 de Maio de 1974: AAS 66 [1974] 289). Assim se manifesta o «tesouro da Igreja», do qual constituem «um desenvolvimento ulterior também os méritos da Bem-Aventurada Mãe de Deus e de todos os eleitos, desde o primeiro justo até ao último» (Clemente VI, Bula Unigenitus Dei Filius, 27 de Janeiro de 1343).
A Penitenciaria Apostólica, que tem o múnus de regular o que diz respeito à concessão e ao uso das Indulgências, e de estimular o espírito dos fiéis a conceber rectamente e a alimentar o desejo piedoso de as obter, solicitada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, em consideração atenta da Nota com indicações pastorais para o Ano da féda Congregação para a Doutrina da Fé, com a finalidade de alcançar o dom das Indulgências durante o Ano da fé, estabeleceu as seguintes disposições, emitidas em conformidade com a mente do Augusto Pontífice, para que os fiéis sejam mais estimulados ao conhecimento e ao amor pela Doutrina da Igreja Católica e obtenham frutos espirituais mais abundantes.
Ao longo de todo o Ano da fé, proclamado de 11 de Outubro de 2012 até ao fim do dia 24 de Novembro de 2013, poderão alcançar a Indulgência plenária da pena temporal para os próprios pecados, concedida pela misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, a todos os fiéis deveras arrependidos, que se confessem de modo devido, comunguem sacramentalmente e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice:
a.- cada vez que participarem em pelo menos três momentos de pregações durante as Missões Sagradas, ou então em pelo menos três lições sobre as Actas do Concílio Vaticano II e sobre os Artidos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou lugar idóneo;
b.- cada vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, uma catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um lugar sagrado, designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da fé (por ex. entre as Basílicas Menores e os Santuários dedicados à Bem-Aventurada Virgem Maria, aos Santos Apóstolos e aos Santos Padroeiros) e ali participarem nalguma função sagrada ou pelo menos passarem um tempo côngruo de recolhimento com meditações piedosas, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima, as invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e, segundo o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;
c.- cada vez que, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da fé (por ex. nas solenidades do Senhor, da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Padroeiros, na Cátedra de São Pedro), em qualquer lugar sagrado participarem numa solene celebração eucarística ou na liturgia das horas, acrescentando a Profissão de Fé de qualquer forma legítima;
d.- um dia livremente escolhido, durante o Ano da fé, para a visita piedosa do baptistério ou outro lugar, onde receberam o sacramento do Baptismo, se renovarem as promessas baptismais com qualquer fórmula legítima.
Os Bispos diocesanos ou eparquiais, e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo, por ocasião da celebração principal (por ex. a 24 de Novembro de 2013, na solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, com a qual será encerrado o Ano da fé) poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência plenária, lucrável por parte de todos os fiéis que receberem tal Bênção de modo devoto.
Os fiéis verdadeiramente arrependidos, que não puderem participar nas celebrações solenes por motivos graves (como, em primeiro lugar, todas as monjas que vivem nos mosteiros de clausura perpétua, os anacoretas e os eremitas, os encarcerados, os idosos, os enfermos, assim como quantos, no hospital ou noutros lugares de cura, prestam serviço continuado aos doentes), obterão a Indulgência plenária nas mesmas condições se, unidos com o espírito e o pensamento aos fiéis presentes, particularmente nos momentos em que as Palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pela televisão e rádio, recitarem em casa ou onde o impedimento os detiver (por ex. na capela do mosteiro, do hospital, da casa de cura, da prisão...) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima e outras preces segundo as finalidades do Ano da fé, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida.
A fim de que o acesso ao sacramento da Penitência e à consecução do perdão divino, através do poder das Chaves, seja facilitado pastoralmente, os Ordinários dos lugares são convidados a conceder aos cónegos e aos sacerdotes que, nas Catedrais e nas Igrejas designadas para o Ano da fé, puderem ouvir as confissões dos fiéis, as faculdades limitadamente ao foro interno às quais se refere, para os fiéis das Igrejas orientais, o cân. 728 § 2 do CCIO e, no caso de uma reserva eventual, o cân. 727, excluídos, como é evidente, os casos considerados no cân. 728 § 1; para os fiéis da Igreja latina, as faculdades às quais se refere o cân. 508 § 1 do CDC.
Os confessores, depois de ter admoestado os fiéis acerca da gravidade de pecados aos quais estiver anexada uma reserva ou uma censura, determinarão penitências sacramentais apropriadas, para os conduzir o mais possível a um arrependimento estável e, segundo a natureza dos casos, para lhes impor a reparação de eventuais escândalos e danos.
Enfim, a Penitenciaria convida fervorosamente os Excelentíssimos Bispos, enquanto depositários do tríplice munus de ensinar, guiar e santificar, a ter o cuidado de explicar claramente os princípios e as disposições aqui propostos para a santificação dos fiéis, tendo em consideração de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições. Uma catequese adequada à índole de cada povo poderá propor mais claramente e com maior vivacidade à inteligência, e radicar de modo mais firme e profundo nos corações, o desejo deste dom singular, alcançado em virtude da mediação da Igreja.
O presente Decreto tem validade unicamente para o Ano da fé. Não obstante qualquer disposição contrária.
Dado em Roma, da Sede da Penitenciaria Apostólica, 14 de Setembro de 2012, na Exaltação da Santa Cruz.
Manuel card. Monteiro de CastroPenitenciário-Mor
Mons. Krzysztof NykielRegente





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Fonte:
http://www.vatican.va/roman_curia/tribunals/apost_penit/documents/rc_trib_appen_doc_20120914_annus-fidei_po.html

136. É verdade que as missas gregorianas libertam as almas do purgatório?



Não se deve confundir canto gregoriano com missa gregoriana. O canto gregoriano é o modo tradicional de se cantar no rito latino e tem esse nome por causa do Papa São Gregório Magno.
As missas gregorianas também são assim chamadas por causa de São Gregório Magno, mas as semelhanças param por aí. São duas coisas completamente diferentes. As missas gregorianas são trinta missas, rezadas durante trinta dias, pela alma de um fiel defunto. Segundo a tradição, essas missas libertariam a alma desse fiel do purgatório.
A origem dessa tradição é narrada pelo próprio São Gregório Magno, no seu livro "Diálogos". Ele conta que um dos monges do Mosteiro de Santo André, ao esconder três moedas de ouro pecou gravemente contra a santa pobreza. Ele foi descoberto e acabou por confessar seu crime. O Papa Gregório Magno, preocupado com o que ocorria nos mosteiros decidiu punir exemplarmente o monge pecador, cujo nome era Justo. Determinou, então, ficasse recluso, mesmo doente e que, quando morresse fosse enterrado fora do campo santo. Essa decisão foi comunicada ao monge Justo ainda em vida. E, quando ele faleceu, foi feito de acordo com a decisão do Papa.
Passado um tempo, São Gregório Magno voltou àquele mosteiro e ficou muito preocupado com a alma de Justo, pois, afinal, ele tinha se reconciliado com a Igreja antes de morrer, mas sua alma deveria estar ainda no purgatório. Mandou, então, que durante trinta dias fossem rezadas missas pela alma dele. Precisamente no trigésimo dia, Justo "apareceu" no Mosteiro e disse que estava liberto do purgatório. Nessa aparição de Justo está a origem da tradição da missa gregoriana.
O Papa Gregório Magno não pretendia inaugurar uma tradição, mas durante a Idade Média esse costume foi instituído e, assim, quando alguém morria celebravam-se trinta missas, durante trinta dias pela alma do morto. Porém, trata-se de uma devoção, não houve nenhum pronunciamento oficial da Igreja dizendo que realmente a alma é libertada do purgatório após as trinta missas.
Existe ainda a tradição do altar privilegiado, ou seja, aquele altar original em que São Gregório Magno celebrava no mosteiro de Santo André e que uma missa ali celebrada teria o poder de libertar as almas do purgatório e seria equivalente às trinta missas. Os Papas subsequentes teriam instituído outros altares privilegiados. É verdade que o Papa e a Igreja tem o poder das chaves e pode, então, dar a uma missa o valor de indulgência referente às trinta missas.
Trata-se de uma devoção, algo que não pertence ao depósito da fé, mas o que todo católico sabe é que deve sim se preocupar com as almas dos fieis defuntos e por elas rezar, fazer penitências e oferecer santas missas.

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Fonte:
http://padrepauloricardo.org/episodios/e-verdade-que-as-missas-gregorianas-libertam-as-almas-do-purgatorio?utm_source=Lista+-+padrepauloricardo.org&utm_campaign=4fa3a195ca-Newsletter_26nov2012&utm_medium=email

Obrigado Bento XVI


   O Papa nos deixará um grande exemplo de coragem, apontou quem é o "O Lobo" em seus escritos mostraram quem são os falsos católicos, polarizando assim os bons e maus, dando aos seus inimigos a oportunidade de se manifestarem e de assumirem, que força sobrenatural está por traz deles... Mesmo no meio dessa crise que vivemos, em oposição ao Magistério e a Tradição, onde muitos se enganam que esteja tudo bem, ou nem noção dela, a grande massa dos fiéis conhecem, onde vemos até cardeais se colocando a contra o Papa e segue seus próprios "ventres", vemos as desgraçadas Lésbicas feministas "alegrando" com a notícia, vemos o excomungado Leonardo Boff, nosso "Lutero brasileiro" e sua corja de seguidores, se mostrando felizes com a renúncia, porém ainda não é o fim de Bento XVI, pois a Igreja nos concede a graça de beber da sabedoria que nos leva a não compartilhar e de rechaçar esses hereges e a combate-los, combate esse que aqui no Brasil só vejo pelo Padre Paulo Ricardo, solitário sem "auxilio" direto dos seus irmãos no sacerdócio.

Um "Papa insolente" que seus textos nos "mete o dedo na ferida", mostrou o que fazer e seguir, tratou os problemas de maneira (para mim, com pouco conhecimento) de maneira heroica e enérgica, mas com muita propriedade de seus escritos.   

Sou muito grato a ele, muitos de seus atos me ajudaram na fé e na busca da tradição, mesmo sabendo que ainda há muito que avançar na retomada da Tradição e reler os documentos do CVII em conformidade com todo o Depósito da Fé, mas seu Summorum Pontificum, a mim foi decisivo para que eu não abandonasse a fé ou deixar ela de lado como a muitos que vivem como tal.

Sou um filho cada vez mais fiel e aprendi a ama-lo, a rezar e a oferecer sacrifícios de para meu "Pedro", pelo qual SOMENTE ELE PORTA AS CHAVES DO CÉUS, MAIS NINGUÉM e é o apascentados do Rebanho de Nosso Senhor, até que Ele volte. E me ensinou também a saltar sobre os problemas e a amar a Fé como a coisa mais importante e a busca-la com toda a minha intensidade, e  também a um grande e próximo padre, que nos mostra, a nós mais próximos, pelos seus atos, homilias e exemplo de como eu, um simples leigo devo amar e defender o meu "Pedro", mesmos nas divergências com a Tradição de 2000 anos, com amor filial e santa obediência.

Humildemente rezo para que Nosso Senhor possa colocar um "outro Pedro", tanto quanto ou mais  corajoso, para espantar o lobo e defender as ovelhas, pois nos nossos dias vemos ao contrario, em "Terrae Sanctis Crucis", só não se pode ser católico fiel a Tradição, mas missa afro, missa cabocla, entrar nos "feminários" que eram para ser seminários, isso é aceitável, mas viver na medida do possível sua fidelidade a Tradição de 2000 anos, ir a uma Missa Tridentina, esse deve ser perseguido e execrado, para servir de exemplo, "pois isso é um abuso e jovens mimados" que se acham os certinhos e conservadores...

Pois queremos ser diferentes e conservadores sim, herdamos uma geração perdida que destruiu muitos corações e Igrejas, transformando em "Igreja modernas, feias igual ao pecado", e queremos sim converter esse trajeto para o lugar de onde nunca deveria ter saído, entre as duas Torres.

Que pena que os canais católicas brasileiras, são imprestáveis, só servem para "encher linguiça",  e a manter o católico médio na mesma ideia de tranquilidade e que a Igreja "vai bem das pernas", como elas seriam de extrema necessidade contra essa crise, e ao invés de flagelarem mais ainda nosso senhor com conteúdos inexpressivos e ambíguos.

Papa Bento XVI muito obrigado por tudo, contem com minhas singelas orações... Com o senhor eu aprendi a amar cada vez mais o Papa e o Hino Pontifício, meu verdadeiro hino nacional.    Obrigado meu "Doce Cristo na Terra" (que bela "movimentação com o Bispo no xadrez do mundo", tem muita "peça preta" rindo a toa, dessa jogada, mas ainda a "Rainha Branca" inda não deu o "xeque mate" no príncipe desse mundo) por me ensinar que a Igreja Católica é a Única Igreja de Nosso Senhor e que fora dela ninguém se salva, Ela Sua Esposa, que se prepara para o encontro com seu Noivo, possa eu ser um dos seus adornos...

   Direto da redação, por Alison Oliveira

Papa Bento XVI obrigado.