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29 de Março - Mês Dedicado à São José São José, pai e educador





 O Filho de Deus quis ser criado e educado por São José. Que sublime missão! Vossos exemplos e lições admiráveis, desnecessários aliás para o Menino Jesus, que tinha as Virtudes e os Dons do Espírito Santo desde o primeiro instante, sirvam para nós de modelo.
            Em todas as condições de tempo e de lugar, encontramos em São José o modelo mais perfeito: o modelo de vida interior, da contemplação, que transforma a vida pela prática das virtudes; o modelo da vida exterior nas santas viagens, nos trabalhos; o modelo das santas alegrias, das cruzes aceitas e suportadas, em união com Jesus, encontramos nele que é “a Consolação dos desgraçados”; o modelo da fé mais singela e firme encontramos nele que é “fidelíssimo”; o modelo da mais completa confiança em Deus e do mais perfeito abandono; o modelo da caridade mais desinteressada, de esquecimento completo de si mesmo, da dedicação a toda prova; o modelo da coragem nas dores encontramos nele que é o “Espelho da paciência”; o modelo de uma pureza digna da Virgem das virgens e do Santo dos santos encontramos nele que é o “Guarda das virgens”; o modelo da humildade mais profunda; o modelo das virtudes familiares, encontramos nele que é a “Glória da vida da família” e o “sustentáculo das famílias”; o modelo da elevação e da dignidade santas na nobreza; o modelo da resignação em trabalhos rudes encontramos nele que é o “modelo dos operários”; o modelo da vida a mais santa na desgraça encontramos nele que é o “Consolador dos desgraçados”; o modelo da melhor morte encontramos nele que é a “Esperança dos enfermos”, o “Patrono dos moribundos”. Os pais de família encontram em São José a mais bela personificação da vigilância e da solicitude paternas; os esposos, um perfeito exemplo de amor, de concórdia e de fidelidade conjugal; as virgens têm nele ao mesmo tempo o modelo, e o protetor da integridade virginal. Os nobres de nascimento aprendem de José a guardar, até o infortúnio, sua dignidade; os ricos aprendem, em suas lições, quais são os bens que devem desejar e adquirir a custa de toso seus esforços. Quanto aos proletários, aos operários, as pessoas de condição mediana, têm eles um direito especial de recorrer a José e procurar imitá-lo.
            São José, com efeito, de raça real, unido pelo casamento à maior e mais santa das mulheres, considerado como o pai do Filho de Deus, passa sua vida a trabalhar e tira de seu trabalho de artista o necessário par manter sua família.
            “É, pois, um fato que a condição dos humildes nada tem de abjeto, e não somente o trabalho do artista não desonra, mas pode, se si alia à virtude, ser muito enobrecido. José, satisfeito com o pouco que possuía, suportou as dificuldades inerentes a essa mediocridade de fortuna com grandeza d’alma, à imitação de seu Filho, que, depois de ter aceito a posição de escravo, sendo Senhor de todas as coisas, se sujeitou, voluntariamente, à indigência e à falta de tudo” (Leão XIII).

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A vida de São José pela Associação de Adoração Contínua a Jesus Sacramentado - Livraria Francisco Alves, 1927
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27 de Março - Mês Dedicado a São José Desce a alma de São José ao Limbo: ressuscita gloriosamente com Cristo, e com ele sobre ao Céu em corpo e alma





          Honrando Cristo Senhor nosso, de muitos modos, em vida, a seu estimado Pai, continuou a honrá-lo também depois de morto, mandando logo aos Arcanjos São Miguel e Gabriel que conduzissem sua alma em companhia de muitos Coros de Anjos para o repouso do Limbo ou Seio de Abraão, onde esperavam as almas dos Patriarcas, Reis, Profetas e mais Justos pela redenção do gênero humano. Ali entrou o Bem-aventurado José com o especial caráter de legado e como precursor de Jesus Cristo, para os consolar e animar de novo suas esperanças.
            Que alegres festas fariam, contempla um Varão pio e douto, à puríssima alma de São José aqueles Santos Padres, que ali estavam, sabendo dos Anjos quem ele era, as dignidades e prerrogativas, que no mundo lograra? Como o cercariam todos, e lhe diriam contentes: Oh alma venturosa de tão ditoso corpo, cujos olhos mereceram ver e gozar o que nós há tanto tempo suspiramos; informai-nos, alma felicíssima, da vinda do Messias ao mundo e de suas perfeições e excelências. Dizei-nos se está já chegado o prazo e o fim deste nosso tão dilatado desterro. De tudo lhe daria o Santo Patriarca mui plena e exata informação.
            Nesta feliz menção sentia a alma de São José a ausência de Cristo, e tanto mais quanto amava a Jesus mais que todos; passando o tempo em contínuas súplicas, orando ao Céu que viesse o Senhor tirá-lo daquelas prisões, em que estava, até que o Redentor do mundo concluindo a redenção do gênero humano, triunfou da morte, e desceu glorioso ao Limbo, como Rei soberano e vitorioso.
            É crível que o Senhor depois que todos o adoraram, e ele abraçou a todos, tratasse a São José seu estimado Pai, com maior carinho e atenção. Ao entender do iluminado espírito de São Francisco de Salles, falaria assim a Cristo o venturoso São José: “Senhor, e Redentor meu, lembrai-vos, se é do vosso agrado, que, quando baixastes do Céu à terra, vos recebi em minha casa e em minha família, e que, depois que nascestes, vos recebi entre os meus  braços; agora que haveis de subir ao Céu, levai-me convosco. Eu vos recebi na minha família, recebei-me agora na vossa; e como eu tive cuidado de alimentar-vos, enquanto durou a vida mortal, cuidai agora de mim e conduzi-me à vida eterna”.
            Assim o fez o Senhor como Filho amantíssimo e agradecido, ressuscitando-o juntamente no dia da sua prodigiosa Ressurreição, em corpo glorioso. Diz o Evangelista São Mateus, no capítulo 27, que ressuscitaram como Jesus Cristo muitos corpos de Santos, os quais, levantando-se e saindo de suas sepulturas depois de Cristo ressuscitado, vieram à Santa Cidade de Jerusalém e apareceram a muitos; e, entre estes que ressuscitaram, não há outro, que com mais razão pudesse gozar deste privilégio que o glorioso São José.
            A razão é persuasiva; porque, sendo o fim deste prodígio testemunhar aos de Jerusalém que Jesus Cristo havia ressuscitado verdadeiramente, é crível que fossem aqueles justos, que pouco tempo antes tivessem falecido e fossem conhecidos em Jerusalém, e ninguém melhor que São José, o qual, na Cidade e em seus contornos se tinha feito conhecido de todos e era reputado por Pai de Jesus. Também é muito verossímil que os Justos, que ressuscitaram, fossem aqueles, que tinham maior conexão com Cristo ou por parentesco, ou por virtudes, e em nenhum outro se achavam mais unidas estas condições, que no gloriosíssimo Patriarca São José.
            É tradição da Igreja, recebida e celebrada por todos ou fiéis e Doutores sem controvérsia, que a primeira pessoa, a quem Cristo pareceu ressuscitado e glorioso, foi a sua Mãe Santíssima; porque, segundo a regra do Apóstolo, assim como tinha sido a primeira nas dores, o fosse também nas consolações; e, como na companhia do Senhor vinha São José, como piamente cremos, é indubitável que na Virgem seriam iguais os júbilos com a vista alegre do Filho e do Esposo ressuscitado. Então podemos dizer que também ressuscitará o esposo da Virgem Maria, assim como de Jacó diz a Escritura que ressuscitara, quando soube ser vivo seu filho José, que tinha chorado como morto.
            Nenhum Santo há que se atreva a declarar os extremos de alegria e gozo inefável, com que a cheia de graça foi também cheia de glória nestes dias de seu maior júbilo, dando e recebendo parabéns da Ressurreição do Filho e do Esposo. O Filho, para consolar inteiramente a Mãe do trabalhos passados com a glória presente, lhe diria que já era tempo de primavera festiva e alegre, que já nasciam e renasciam flores do mesmo sepulcro, trocando-se as suas chagas em lírios vistosos; e, entre as belas flores do ameno jardim de Nazaré resplandecentes e formosas, lhe mostraria o Senhor, em traje de jardineiro, a açucena cândida de seu felicíssimo Esposo, o sempre Virgem São José.
            Acrescenta São Bernardino de Sena, dizendo que Cristo Senhor nosso levara consigo ressuscitado a São José, cheio de grande glória, para que aliviasse a pena de sua Esposa Maria Santíssima, e que lho mostrara entre todos os Santos Padres com um especialíssimo diadema de ouro na cabeça em forma de Cruz, significando assim como era superior aos mais Santos, como o ouro aos outros metais.
             Não é pequena a controvérsia e mui debatida entre antigos e modernos sobre a natureza dos Justos, que ressuscitaram com Cristo, se foi no estado de vida mortal, como sucedeu a Lázaro, ou no de vida gloriosa para nunca mais morrer. De certo nada está decidido, e a respeito há duas opiniões. A primeira afirma que aqueles Santos ressuscitaram por pouco tempo, e para tornarem outra vez a morrer. Seguem-na Santo Agostinho, São Tomás.
            A segunda opinião, porém, é que aquela ressurreição dos Justos fora para vida imortal e gloriosa, e pela qual militam muitos Doutores. A razão é, porque de outra maneira ficariam aqueles Bem-aventurados em pior condição, do que quando estavam no escuro cárcere do Limbo, se ficassem na vida terrestre para morrerem outra vez. Das mesmas palavras do Evangelista, que diz apareceram a muitos esses Santos ressuscitados, e não a todos, se infere que eles tinham corpos glorificados, em cujo poder estava manifestar-se, ou ocultar-se, quando e como queriam, para confirmar a evidência da Ressurreição de Cristo.
            E, como este Senhor dizia que as suas delícias era estar com os filhos dos homens, é de crer, diz o grande Suares, que tivesse deles alguns companheiros de sua glória em corpo e alma, para que, assim como se manifesta a Divina Justiça havendo no Inferno alguns homens em corpo e alma, antes de geral ressurreição dos condenados, como Dathan e Abiron, Levitas sediciosos, assim convinha que, para demonstração da Divina misericórdia e Redenção copiosíssima de Jesus Cristo, recebesse no Céu alguns Justos glorificados em corpo e alma, antes da ressurreição universal dos Bem-aventurados.
            Assim sendo, faz-se crível que o Senhor, no dia da sua admirável Ascensão, levasse consigo para a Jerusalém Celeste o glorioso São José em corpo e alma, para gozar dos prêmios inefáveis da Bem-aventurança. Pregando isto em Pádua, São Bernardino de Sena, diz André de Soto que, quando o Santo discorria sobre o assunto, viu o auditório resplandecer sobre a cabeça do Santo um Cruz de ouro; e acrescenta Carthagena que nenhuma dificuldade tem em dar crédito a este prodígio, pois que o mesmo Santo dissera as seguintes palavras:
            “Piamente se há de crer que o piedosíssimo Filho de Deus honrasse com semelhante privilégio a seu Pai virginal, assim como honrou a sua Santíssima Mãe; e, assim como levou a Virgem gloriosa para o Céu em corpo e alma, assim também no dia, em que ressuscitou, levou consigo o Santíssimo José gloriosamente ressuscitado, para que, da mesma sorte que os membros da Sacra Família, Jesus, Maria e José viveram juntos na terra em vida trabalhosa e em união de graça, assim em amorosa glória reinem no Céu e corpo e alma; ou, como diz Riquelio, para que assim como há no Céu uma Santíssima Trindade de Pessoas na natureza Divina, Pai, Filho e Espírito Santo, houvesse também na terra outra adorável Trindade de Pessoas, a saber: Jesus, Maria, José”.

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 A vida de São José pela Associação de Adoração Contínua a Jesus Sacramentado - Livraria Francisco Alves, 1927


25 de Março - Oração a São José Composta por São Pio X

Glorioso São José, modelo de todos aqueles que são votados ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espírito de penitência para expiação de meus numerosos pecados; trabalhar com consciência, pondo o culto do dever acima de minhas inclinações; trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como uma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; trabalhar com ordem, paz, moderação e paciência, sem nunca recuar perante o cansaço e as dificuldades; trabalhar, sobretudo com pureza de intenção e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos desperdiçados, do bem omitido e da vã complacência nos sucessos, tão funesta à obra de Deus, tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitação, Ó! Patriarca São José! Tal será a minha divisa na vida e na morte!
 Amém.


24 de Março - Mês Dedicado a São José


Vai São José com a Virgem e seu Filho a Jerusalém;
Fica o Menino Jesus oculto no templo três dias;


No fim deles, acham-no disputando com os doutores e recolhem-se a Nazaré




Como religioso observador da Lei, ia todos os anos o gloriosíssimo São José ao Templo de Jerusalém celebrar as solenes festividades, que Deus instituíra no povo de Israel; e, ainda que este preceito não obrigava as mulheres, a piedosíssima Virgem sempre acompanhava, nestas romarias a seu Santo Esposo.
Contava já o Menino doze anos de idade; e, levando-o seus santíssimos pais consigo para assistir à Festa da Páscoa, que era das mais solenes que se faziam, acabados os sete dias daquela sagrada função, retiraram-se para Nazaré São José e a Virgem Maria, cada um em grupo diferente, e imaginavam que Jesus, como era costume dos mais meninos, viria na companhia de um deles; de sorte que à Virgem Maria parecia-lhe, por uma conjectura provável, que seu amado Filho viria com São José, e este julgava que teria vindo com a Virgem; o Menino, porém, deixou-se ficar em Jerusalém.

            Tinham andado os Divinos Esposos a distância percorrida em um dia, até que chegando à pousada, onde se haviam de ajuntar todos, procurando ao Menino, não o acharam. A aflição e sentimento, que o Santo Patriarca e sua Divina Esposa tiveram na perda de seu Filho Santíssimo, foi imensa. Esta pena foi uma das espadas, que Simeão lhe havia profetizado que transpassaria seu coração. Foi tão cruel este tormento, que, não podendo expressá-lo o Evangelista com palavras, usara de enfáticas admirações.

            Com toda a diligência tratou logo o Santo de procurar o Menino, correndo por uma e outra parte, cheio de grande pena, lágrimas e fadiga; e houvera chegado sua vida a manifesto perigo, se a mão do Senhor o não confortara e a prudentíssima Virgem o não consolasse e persuadisse a descansar algum pouco; porque o verdadeiro e grande afeto, que São José tinha ao Menino Deus, o incitava, com veemência, a buscá-lo, sem se lembrar de alimentar a vida, nem socorrer a natureza debilitada, e isso por espaço de três dias em que o procurou.

            Depois de três dias contínuos de amarga ausência e diligente desvelo, buscando São José e Maria Santíssima o inocente Cordeiro de Deus, já na sua pátria, já entre os amigos e parentes, tornaram, enfim, a Jerusalém, e, por indícios, foram achá-lo no Templo, sentado no ínfimo degrau e sobre as esteiras do pavimento, entre os Doutores da Lei, como era costume, disputando matérias concernentes à vinda do prometido Messias, combinando com tanto acerto e magistério as Profecias e Escrituras referentes às condições dos seus diferentes Adventos, que causava admiração aos mais sábios e soberbos Rabinos.

            Chegaram nesta ocasião os aflitos pai, e, absortos ambos com a amável presença de seu querido Filho, foi incomparável o gozo e alegria, que receberam aqueles dois magoados corações; não há palavras que possam explicar bem o contentamento que tiveram. Esperaram que se acabasse a controvérsia e desfizesse o maior concurso; então, talvez ouvindo a muitos gabar a habilidade do Menino e vendo a outros o abraçarem, chegando-se a Virgem a ele, lhe disse: Filho, que é isto, que nos fizestes? Vosso pai e eu aflitos e lastimados vos andamos buscando até agora.

             A Virgem soberana, que sabia muito bem haver concebido do Espírito Santo, deu a seu esposo São José o nome de pai de Cristo, não só para o honrar como cabeça de sua casa, mas, porque, nomeando-o de outra maneira entre os que tinham a Cristo por Filho natural de São José, não o julgassem por espúrio. Tão grande estima fazia de São José, seu santo esposo, a Rainha do céu, que nem ainda no nome se lhe antepunha. Recolhendo-se, finalmente, para Nazaré, alegres e contentes com o Menino, a Senhora o levava pela mão da parte direita e São José da parte esquerda, como receando que do Menino se tornassem a perder outra vez.

            Sucintamente prossegue o Evangelista São Lucas esta história, pois, diz, nestas poucas palavras, que a Virgem e seu Esposo voltaram para Nazaré com o Menino, e que ele vivia sujeito e obediente às determinações de seus pais. São Bernardo, suspenso na desigualdade infinita desta obediência de Cristo, exclama e diz: “É possível que Deus, a quem os Anjos e todas as Potestades obedecem, esteja sujeito a Maria, e não só a Maria, mas também a José?! Admirai destes dois prodígios qual quiserdes, ou a profundíssima benignidade do Filho de Deus, ou dos pais venturosos o altíssimo privilégio. De uma e outra parte na há senão pasmar”.

            Atônito de tão admirável resignação, exclama também o grande Cancellario de Paris: “Aquele Deus, a cuja presença se inclinam os mais eminentes Santos da Igreja triunfante; aquele que é só e único Senhor do Universo, este (oh maravilha!) se inclina, serve e corteja, de noite e de dia, no dilatado progresso de trinta anos, a quando e quanto quer?! Mas não é muito de admirar que Jesus Cristo quisesse fazer-se súdito de São José e de Maria Santíssima, com ser o mesmo Senhor do céu e da terra, se veio ao mundo para exclamar da obediência e humildade.

            De tal sorte, obedecia o Filho de Deus a São José, e estava sujeito ao seu mandado, como Filho obediente a seu pai, que, quando o Santo dizia, ou lhe mandava fazer alguma coisa, logo ele a executava, porque de tal maneira trazia oculto o poder da sua Divindade, que o não descobria. Confirma este inefável domínio da parte do pai e obediência do Filho o que se lê na história dos Católicos Orientais: “Eu (dizia Cristo) conversava e tratava com José em tudo, como se fora como seu Filho semelhante a ele, e assim lhe obedecia como os filhos obedecem a seus pais, sem nunca transgredir na mínima palavra, amando-o tanto como a menina dos meus olhos”.

            O mesmo afirma São Bernardino de Sena, dizendo que São José publicamente se havia e portava com Cristo nas ações, no trato e no domínio, e Jesus na obediência e sujeição, como se ele fora verdadeiro pai de Cristo, e Cristo seu Filho verdadeiro. Estava-lhe o Menino tão obediente, pondera outro autor, e tratava a seu pai com tanta reverência, que, quando o Santo o mandava a algum recado, ou comprar alguma coisa, ao voltar para casa, se punha de joelhos e lhe pedia a mão para beijá-la. Recusava-o São José com grande humildade, e instava o Menino, dizendo que viera ao mundo dar exemplo e ensinar como deviam ser tratados e servidos os pais. Então, estando o Menino de joelhos, o ditosíssimo São José com grande respeito e tremendo, lhe dava a mão, e o Divino Infante a beijava. Oh! Excesso de profunda humildade e obediência de Jesus Cristo!

            Tanta era a veneração e respeito, que o Filho de Deus, feito homem, tinha ao ditoso São José, que a título de sujeição filial, quando lhe falava, era sempre inclinando a cabeça com grande reverência e acatamento, e lhe falava sempre com meia inclinação; São José, porém, como verdadeiramente conhecia quanto Jesus lhe era superior, não deixava também de lhe falar com temor e reverência. Esta sujeição e obediência, que o Menino tinha a São José, foi, certamente, a suma das suas grandezas e de suas honras, pois não pode cogitar-se maior sublimidade, que obedecer a um homem aquele a quem obedecem todas as coisas do Universo.

            Cresce a glória e a honra de São José, dizendo-nos muitos Santos e Varões pios, não sem profunda admiração, que, no exercício da sua arte, o ajudava também Cristo para ganhar o sustento cotidiano, serrando, ou preparando madeiras aquele mesmo artífice que fabricou o Universo com uma só palavra, e que, depois, segundo a ponderação de Vieira, ajuntava e levava os cavacos à Mãe, para que dos suores de ambos guisasse o de que se haviam de sustentar todos três.

            E ainda que alguns quiseram negar esta honra ao venturoso São José, o mais provável foi que o Senhor, unindo a via contemplativa com a ativa, servia de grande adjutório a seu pai na laboriosa ocupação do seu ofício, já lhe dando o formão, a encho, a serra e o martelo, ou outros quaisquer instrumentos do seu ministério, como Filho submisso e natural de São José no conceito dos que ignoravam o Mistério da Encarnação, e assim fazer outras coisas próprias à sua pessoa, para que também tivessem parte no trabalho do nosso Santo as mãos sacrossantas do que fabricou os céus e sustenta com três dedos a maquina do mundo, sem que isto o pudesse distrair da contemplação celestial em que andava continuamente.

            Os que vos viram, Senhor, na oficina de São José, obedecendo-lhe como seu Filho, e ajudando-o no seu trabalho a serrar e aplainar madeiras, vos desprezariam por serdes filho de um carpinteiro e oficial do mesmo ofício; mas essa ocupação não era nova para vós, porque havia anos que tínheis recomendado aos vossos Profetas o ofício de aplainar e cortar o áspero e supérfluo dos homens para se poderem ajustar com lisura de Deus; mas porque vistes o pouco, que aproveitaram eles, viestes a exercer o mesmo trabalho, e fazer o que víeis fazer a vosso pai. Agistes como Filho de homem o mesmo que dissestes como Filho de Deus.

            Eu não duvido, diz São Bernardo de Salles, que os Anjos absortos de admiração viessem, em formosas turmas, a considerar e admirar o Divino Menino na pobre oficina de São José, onde exercitava seu ofício para sustentar o Filho e a Mãe, que lhe estavam confiados. Esta companhia e assistência dos Anjos é mui conforme ao que também escreveu a Venerável Madre de Ágreda, donde é natural, que, vendo-se o Menino entre aqueles instrumentos e madeiras do seu ofício, começasse a notar não só progresso da sua Paixão, mas os danos, que havia de pagar naquele doce Lenho da Cruz, em desconto da desobediência de Adão na árvore do Paraíso; assim o canta a Igreja.

            Não causaria menor admiração aos Anjos, nem deixa menos absortos aos entendimentos humanos, considerando, segundo o revelou a Senhora a Santa Brígida, não só a Cristo ajudando nas ocupações fabris a São José, mas também administrando à sua mesma pessoa; e assim não se desprezaria de lhe dar águas às mãos, administrar-lhes a toalha para se enxugar, e chegar-lhe o banco para se assentar à mesa, usando o venturo Santo da política Divina do Pai Eterno, o qual, dando no céu a seu Unigênito o lugar da destra, como diz Davi no Salmo 109, é crível que São José, sentando-se à mesa, daria o mesmo lugar a Jesus Cristo, dizendo-lhe: Filho, sentai-vos à minha mão direita.

            Quem se não admira, pois, de tal grandeza e dignidade que São José, homem mortal, tivesse a Cristo verdadeiro Deus por seu súdito, e ele obedecesse aos seus preceitos como a verdadeiro pai, participando, cada vez mais intensamente, dos incomparáveis favores, que lhe comunicava tão celestial companhia? Por isso, se fora São José arrebatado ao céu, e lá estivesse entre os coros dos Anjos, ouvindo-lhes cantar pelo espaço de trinta anos louvores a Deus, não aproveitaria mais do que se utilizou, ouvindo a Cristo e a Maria Santíssima em todo o tempo, que com eles viveu no mundo.


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A vida de São José pela Associação de Adoração Contínua a Jesus Sacramentado - Livraria Francisco Alves, 1927

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19 de março - Solenidade de São José





  "Porque a sua fé era tão forte, a mente e o coração de José curvaram-se em perfeita adoração. Imitai a sua fé enquanto vos ajoelhais diante do Cristo humilde e aniquilado na Eucaristia. Rasgai o véu que cobre esta fornalha de amor e adorai o Deus escondido. Ao mesmo tempo respeitai o véu do amor e fazei a imolação da vossa mente e do vosso coração, porque esta é a mais bela homenagem de fé"
 São Pedro Julião Eymard
“Como é doce, calmo, sereno, suave o pensamento de São José, meu primeiro e predileto protetor”
João XIII
“Alguns santos receberam o privilégio de nos proteger em casos particulares. A São José foi conferido o encargo de nos socorrer em toda a necessidade e em qualquer negócio: de defender, proteger e amparar com perene benevolência todos os que a ele recorrem”-São Tomás de Aquino
“Não me lembro de ter pedido alguma graça a São José que ele não me tenha alcançado”
Santa Teresa d´Ávila
“Os homens ignoram os privilégios que o Senhor concedeu a São José, e quanto pode sua intercessão junto a Deus. Somente no dia do juízo os homens conhecerão sua eminente santidade, e chorando amargamente por não haverem conhecido e se aproveitado deste meio tão poderoso e eficaz para sua salvação e alcançar as graças de que necessitam.”
Nossa Senhora à Irmã Maria de Jesus de Agreda:
“Depois de Nossa Senhora, o Santo mais privilegiado por Deus é São José. Era a ele que o Filho de Deus chamava de “pai” nesta terra”.
O Santo Esposo da Mãe de Deus é invocado como...
  • protetor da Igreja – pois foi o pai nutrício de Jesus;
  • protetor das famílias – pois teve a seu cuidado a Família de Nazaré;
  • padroeiro dos trabalhadores – pois trabalhando como carpinteiro que conseguia o sustento de sua Família;
  • padroeiro da boa morte – pois morreu nos braços de Jesus e Maria!


Em nosso dia-a-dia na família e no trabalho, recorramos a São José, lembremo-nos de Seu exemplo como esposo, pai, trabalhador. Peçamos Sua intercessão nas dificuldades cotidianas, pois ele conheceu as aflições de um pai que precisa manter uma família com seu trabalho.
Sendo o Pai adotivo de Jesus, São José é também Pai adotivo do Seu Corpo Místico, que são os cristãos; o Cristo total é Ele - cabeça - e nós - os Seus membros. São José ama-nos, pois, como ama a Jesus. As nossas aflições, angústias e necessidades, são as de Jesus. São José é o Padroeiro da Igreja Universal; nenhum problema nosso, portanto, pode lhe ser indiferente. Invoquemo-lo, pois, cheios de confiança.
Não haverá morte eterna para o pecador, ainda o mais inveterado, que pedir a São José com frequência a graça de não morrer em pecado. Sejamos, pois, fiéis às práticas em honra de São José e obteremos sua proteção. Tenhamos na nossa casa uma imagem ou um quadro de São José.
 São José, fazei que eu morra, como vós, nos braços de Jesus e Maria



18 de Março- Os Sete Domingos em Honra de São José






   Esta eficaz devoção, manifestada pelo mesmo São José a dois religiosos franciscanos, foi confirmada e indulgenciada pelos Sumos Pontífices, principalmente por Pio IX.
Os Sete Domingos são indicados, principalmente, como preparação para as festas de 19 de março e 1º de maio e em circunstâncias difíceis ou importantes da vida como: escolha da vocação, cura de doenças, conversão de um pecador, paz na família, bom êxito em algum negócio, conseguir emprego, que digam respeito à glória de Deus e ao bem da alma. É bom praticar esta eficaz devoção em qualquer época do ano.

Oração Inicial para todos os Sete Domingos em Honra de São José

Glorioso Patriarca São José, pai nutrício de Jesus e esposo da Santíssima Virgem Maria; vosso poder no céu é sem limites e grande sobremaneira é vossa compaixão por nossas necessidades e misérias; pela ternura e bondade de vosso Coração, peço-vos humildemente que tenhais compaixão deste vosso devoto e que lhe assistais em todas as suas necessidades e misérias, alcançando-lhe de Deus a graça especial que deseja conseguir nestes sete domingos. Vossa vida, meu pai protetor, foi um tecido de alegrias e tristezas, que Nosso Senhor permitiu para que soubéssemos por própria experiência o que nós sofremos e mais prontamente e com maior eficácia acudísseis às nossas súplicas.
Vinde, meu pai protetor, em meu auxílio na presente necessidade, confirmai, mais uma vez, o que dizem todos de vós, que ninguém se retira de vossa presença sem ter recebido vossos favores.
Este favor de que necessito, está em vossas mãos. Olhai-me com compaixão, e Jesus fará a vossa vontade. Em vós confio, não serei jamais confundido. Amém.

Para ler em cada um dos Sete Domingos

 1º Domingo – José na Encarnação do Filho de Deus

Estando Maria, sua Mãe, desposada com José, achou-se ter concebido (por obra) do Espírito Santo, antes de coabitarem (Mat. 1, 18).
José, seu esposo, sendo justo, não a querendo difamar, resolveu deixá-la ocultamente.
Ora, andando ele com isto no pensamento, eis que apareceu-lhe o Anjo do Senhor, em sonhos, e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo (Mat. 1, 19-20).

2º Domingo – Nascimento de Jesus

E Maria deu à luz a seu Filho primogênito e O envolveu com faixas e reclinou-O numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na estalagem (Luc. 2,7).
Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O conheceram (Jo. 1,10-11).

3º Domingo – Circuncisão de Jesus

Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o Anjo, antes que fosse concebido (Luc. 2, 21).

4º Domingo – A profecia de Simeão

Quando se completaram os dias para a purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-No a Jerusalém a fim de O apresentarem ao Senhor (Luc. 2,22).
Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e temente a Deus, e esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. E tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo (o Ungido) do Senhor. E, levando os pais o Menino Jesus, para com ele procederem segundo o costume da lei, ele então o tomou em seus braços, e louvou a Deus (Luc. 2,25-28).
E Simeão os abençoou e disse à Maria, sua Mãe: Eis que este (Menino) está posto para queda e para reerguimento de muitos em Israel, como sinal de contradição. E uma espada transpassará a tua alma! (Luc. 2,34-35).

5º Domingo – A fuga para o Egito

O Anjo do Senhor apareceu, em sonhos a José e lhe disse: levanta-se, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te avise porque Herodes vai procurar o Menino para O matar (Mat. 2,13).
E ele, levantou-se, tomou o Menino e Sua Mãe, pela noite, e foi para o Egito (Mat. 2,14).

6º Domingo – A volta do Egito

Tendo morrido Herodes, eis que o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José no Egito, dizendo: Levanta-te, toma o Menino e Sua Mãe e volta à terra de Israel, porque os que procuravam tirar a vida do Menino já morreram (Mat. 2,19).
E ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em vez de Herodes, temeu ir para lá; e, avisado em sonhos, retirou-se para a Galileia, indo habitar em Nazaré (Mat. 2,22).

7º Domingo – O Menino Jesus perdido e achado no Templo

Terminados os dias (de festa) eles voltaram, mas o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o notassem (Luc. 2,43).
Três dias depois, eles O encontraram no Templo sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que O ouviam ficavam maravilhados com a Sua sabedoria e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram surpresos e a Mãe lhe disse: Filho, por que agiste assim conosco? Eis que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos (Luc. 2,46-48).

Oração final para todos os Sete Domingos em Honra de São José

Oração das Sete Dores e dos Sete Gozos de São José

1. Ó esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura do vosso Coração na perplexidade de abandonardes vossa castíssima esposa, assim foi inexplicável a vossa alegria, quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação.
Por esta vossa dor e por este vosso gozo, vos pedimos a graça de consolardes, agora e nas extremas dores, a nossa alma com a alegria de uma boa morte, semelhante à vossa, entre Jesus e Maria. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

2. Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para o cargo de pai adotivo do Verbo humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino, se vos transformou em júbilo celeste ao escutardes a angélica melodia e ao verdes a glória daquela brilhantíssima noite.
Por esta vossa dor, e por este vosso gozo, suplicamos a graça de nos alcançardes, que depois da jornada desta vida, possamos ouvir os angélicos louvores e gozar os resplendores da glória celeste. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

3. Ó obediencialíssimo executor das divinas leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo, que na circuncisão o Redentor Menino derramou, vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.
Por esta vossa dor, e por este vosso gozo, alcançai-nos que, arrancados de nós os vícios, nesta vida, com o nome de Jesus no coração e na boca, expiremos cheios de júbilo. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

4. Ó fidelíssimo Santo, que também tivestes parte nos mistérios de nossa redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão, a respeito do que Jesus e Maria tinham de sofrer, vos causou mortal angústia, também vos encheu de um sumo gozo pela salvação e gloriosa ressurreição, que igualmente predisse teria de resultar para inúmeras almas.
Por esta vossa dor e por este vosso gozo, obtende-nos que sejamos daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Virgem sua Mãe, hão de ressuscitar gloriosamente. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

5. Ó vigilante guardião, íntimo familiar do Filho de Deus Encarnado, glorioso São José, quanto penastes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga, que com Ele fizestes para o Egito! Mas, qual não foi também o vosso gozo por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos do Egito.
Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que, seja expelido de nós o infernal pecado, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados de nosso coração todos os ídolos de afetos terrenos, e que inteiramente empregados no serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e felizes morramos. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

6. Ó Anjo da terra, glorioso São José, que cheio de admiração vistes o Rei do céu submisso às vossas ordens; se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, contudo, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria.
Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que, desocupado o nosso coração de vãos temores, gozemos paz de consciência, vivamos seguros com Jesus e Maria e entre eles morramos. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

7. Ó exemplar de toda a santidade, glorioso São José, que perdestes o Menino Jesus, sem culpa vossa, e com aflição O procurastes por três dias, até que com sumo júbilo gozastes de quem era vossa vida, achando-O no Templo de Jerusalém, entre os doutores.
Por esta vossa dor e por este vosso gozo, vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca nos suceda perdermos a Jesus por culpa grave, mas, se por desgraça O perdermos, com tão contínua dor O procuremos, que O achemos favorável, especialmente em nossa morte, para pássaros a gozá-lo no Céu e lá cantarmos convosco eternamente suas divinas misericórdias. Amém.
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

Ato de Consagração ao Glorioso Patriarca São José
(Para o Último dos Sete Domingos)

Prostrados aos vossos pés, eis-nos aqui, gloriosíssimo José. Injustiça seria não reconhecer os benefícios sem número que de vós havemos recebido. É ingratidão deixar de manifestar-vos o nosso reconhecimento. E que faremos nós, e que vos daremos, pobres e sem mérito como somos?
Pois isso é o que vemos oferecer-vos. Nada valemos, nada podemos, mas o que temos, nossa vida, nossas forças, nossa atividade e, pelo menos, nosso bom desejo, isso vos oferecemos; de agora em diante nos propomos consagrar-nos inteiramente a vosso serviço, e não somente nós, pois trabalharemos quanto estiver em nossas forças para que sejais de todos conhecido e amado, para que se propague vossa devoção, para que seja, cada dia, mais os que vos honrem e participem de vossas graças. Somos fracos e inconstantes, bem o sabemos.
Choramos nossos pecados e por isso mesmo vimos a vós para que intercedais por nós e nos alcanceis de Deus bênçãos e graças perenes.
Lembrai-vos que ninguém que, até agora, recorreu a vós fosse rejeitado; acolhei-nos, aceitai-nos por vossos amorosos servos agora e por vossos companheiros e amigos no Céu. Amém.

São José Protetor da Santa Igreja
Editora da Divina Misericórdia

15 de Março- O Milagre A Escada de São José

A



Dois mistérios cercam a escada em espiral na Capela Loretto:
 A Identidade de Seu Construtor - A Física de Sua Construção
Na cidade de Santa Fé, capital do estado norte-americano do Novo México, encontramos na Capela Loretto uma prova da existência de São José e de seus milagres na vida cotidiana. Trata-se da Escada Milagrosa, atribuída a São José Carpinteiro:
Na segunda metade do século XIX, foi construída uma capela em estilo gótico para servir às irmãs de Loretto, na cidade de Santa Fé. Em 1878, ano de sua conclusão, constatou-se que não havia nenhum acesso ao piso superior, onde deveria ficar localizado o coro da Igreja. Vários engenheiros, arquitetos e carpinteiros foram chamados para dar uma solução ao problema. Todos eram unânimes em afirmar que a única solução implicaria na mudança da estrutura interna da Capela, que seria difícil construir uma escada sem afetar o seu espaço que já era pequeno.
No entanto as irmãs não desistiram e resolveram fazer uma novena para São José – o santo padroeiro dos carpinteiros. No último dia da novena, apareceu um homem procurando por emprego com um burro e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou a tarefa de fazer a escada, porém deveria ser as portas fechadas. Meses depois, a escada estava construída conforme desejo das Irmãs da Capela Loretto e o carpinteiro havia desaparecido sem receber seu pagamento, nem tampouco agradecimentos pela bela obra deixada, o homem desapareceu sem deixar vestígios.
Após procurarem o carpinteiro por toda a região até mesmo com anúncios no jornal local, não se encontrou quaisquer notícias ou informação sobre ele, muitos concluíram que se tratava de um milagre e as Irmãs então perceberam que o homem poderia ser São José, ou seja, a escada havia sido construída pelo próprio São José.
Ainda hoje, quem visita esta bela cidade histórica de Santa Fé, colonizada inicialmente pelos espanhóis, fica encantado com a Escada Milagrosa. Milhares de turistas e peregrinos acorrem à Capela Loretto, que hoje funciona como um museu aberto à visitação pública. A Capela também é usada para a realização de casamentos e solenidades especiais.
Este mistério de mais de 100 anos ainda intriga os turistas, a história de fato é incrível...

 



Outros pontos também reforçam o caráter misterioso da construção:

*A madeira utilizada na escada não é da região,mas vem da Judéia, e ninguém sabe como foram parar lá.
*Não foi utilizado prego na escada, apenas pinos de madeira.
*A escada tipo caracol não tem um apoio central (o que é impossível arquitetonicamente falando), na verdade ela não tem qualquer apoio! O que vem a ser um mistério até hoje como ela se mantém em pé. Engenheiros e arquitetos não conseguiram desvendar a física por trás desta obra. O design da escada é muito avançado e inovador para a época da construção.
*A escada tem 33 degraus(a idade de Cristo), o que reforça ainda mais o mistério da escada de São José.
A Capela recebe em média 200 casamentos por ano e centenas de turistas visitam a Capela para ver esta obra Milagrosa.

A Capela

Entrada
Altar


































O MILAGRE- Segundo São Tomás de Aquino
Milagre equivale a cheio de admiração, quer dizer, aquilo que tem uma causa oculta em absoluto e para todos. Esta causa é Deus.
“Portanto, chamam-se milagres aquelas coisas feitas por Deus fora da ordem de causas conhecidas por nós. (...) O milagre é uma obra difícil porque excede a natureza. Pela mesma razão se diz que é insólito porque acontece fora da ordem costumeira.” (Suma Teológica, I, q. 107, art 7).
São Tomás divide os milagres em três categorias:
Primeira, e a mais impressionante, é a dos fenômenos que contradizem as regras da natureza. Por exemplo, se o sol volta Estes são os milagres maiores.
  • A segunda categoria é a dos fatos admiráveis produzidos por alguém ou algo que não tem capacidade para realizá-los. Por exemplo, um santo ressuscitar um morto ou fazer andar um paralítico.
O santo, por exemplo, é um ser humano e não pode fazer isso, logo se conclui que interveio a propósito dele uma força superior capaz de fazer o prodígio. E esta força só pode ser sobrenatural, Angélica ou Divina. São os milagres de segunda grandeza.
  • Por fim, a terceira categoria, é a dos fatos que excedem a natureza pelo modo e pela ordem que são produzidos. Por exemplo, um encadeamento de fenômenos que é inexplicável para os homens. Em si cada elo da corrente é explicável, mas a sucessão é tão rara que na prática nunca acontece.
Enche de maravilha por tanto que aconteça, e tem propósito falar de milagre, pois interveio uma causa sobrenatural que fez funcionar a natureza com um modo e com uma ordem que maravilha aos homens. É a categoria ínfima dos milagres.