Conheça o significado da Quaresma



A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

Por que a cor roxa?
A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.
Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".
Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário .

O significado dos 40 dias
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades. A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois, na realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela ratifica Jesus criando a eucaristia e a instituição do Sacerdócio Católico, "In Persona Christi",  a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.
Depois, a Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que na Ação Litúrgica  é o único dia que não é atualizado Santo sacrifício da Santa Missa, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é  a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo Novo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas "é que do pó viemos e para o pó voltaremos", sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que proclamamos o Cristo Ressuscitado e Vitorioso.
Jejum e abstinência no Novo Código de Direito Canônico de 1983.
Os dias e períodos de penitência para a Igreja universal são todas as sextas-feiras de todo o ano e o tempo da Quaresma [Cânon 1250]. A abstinência de carne ou de qualquer outro alimento determinado pela Conferência Episcopal deve ser observada em todas as sextas, exceto nas solenidades. [Cânon 1251].
A abstinência e o jejum devem ser observados na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. [Cânon 1252]. A lei da abstinência vincula a todos que completaram 14 anos. A lei do jejum vincula a todos que chegaram à maioridade, até o início dos 60 anos [Cânon 1252].
Dias de jejum simples:
O jejum consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos que uma refeição inteira. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. É permitido comer carne em dia de jejum simples. Os dias de jejum simples são: segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Quaresma. [Cânon 1252/3]
Todos eram vinculados à lei do jejum a partir dos 21 até os 60 anos.
Dias de abstinência:
A abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda [cânon 1252/4]. A lei da abstinência vinculava a todos que tinham completado 7 anos de idade. [Cânon 1254/1].
O jejum e abstinência consistem numa refeição completa e duas refeições menores que juntas são menos que uma refeição inteira. Não era permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne. Não era permitido comer entre as refeições, embora bebidas pudessem ser tomadas. Esses dias eram: quarta-feira de cinzas, toda sexta e sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Temporas, Vigília de Pentecostes, Assunção, Todos os Santos e Natal. [Cânon 1252/2]
Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são Quartas e Sábados.
Aproveitemos esse tempo de conversão e não esquecemos de nossas irmãs, as Santas Almas do Purgatório, eles serão muito beneficiadas com esses ato de piedade!

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Fontes:
http://fratresinunum.com/2013/02/13/o-jejum-e-a-abstinencia-na-lei-da-igreja-5/
http://www.acidigital.com/fiestas/quaresma/quaresma.htm





SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, PAPA BENTO XVI, 2013



Estimados irmãos e irmãs
A todos vós, feliz festa de Maria Imaculada! Neste Ano da fé gostaria de ressaltar que Maria é a Imaculada por um dom gratuito da graça de Deus que, no entanto, encontrou nela uma disponibilidade e colaboração perfeitas. Neste sentido, Ela é «bem-aventurada» porque «acreditou» (Lc 1, 45), porque teve uma fé firme em Deus. Maria representa aquele «resto de Israel», aquela raiz santa que os profetas anunciaram. Nela encontram acolhimento as promessas da Antiga Aliança. Em Maria a Palavra de Deus encontra escuta, recepção e resposta, encontra aquele «sim» que lhe permite encarnar e vir habitar no meio de nós. Em Maria a humanidade e a história abrem-se realmente a Deus, acolhem a sua graça e estão dispostas a cumprir a sua vontade. Maria é expressão genuína da Graça. Ela representa o novo Israel, que as Escrituras do Antigo Testamento descrevem com o símbolo da esposa. E são Paulo retoma esta linguagem na Carta aos Efésios, onde fala do matrimónio e afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para a santificar, purificando-a pela água do baptismo com a palavra, para a apresentar a si mesmo toda gloriosa, sem mancha, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível» (5, 25-27). Os Padres de Igreja desenvolveram esta imagem e assim a doutrina da Imaculada nasceu primeiro em referência à Igreja virgem-mãe e, em seguida, a Maria. Assim escreve poeticamente Efrém, o Sírio: «Como os próprios corpos pecaram e morrem, e a terra, sua mãe, é maldita (cf. Gn 3, 17-19), assim por causa deste corpo que é a Igreja incorruptível, la sua terra é abençoada desde o início. Esta terra é o corpo de Maria, templo no qual foi lançada uma semente» (Diatessaron 4, 15: sc 121, 102).
A luz que promana da figura de Maria ajuda-nos a compreender o verdadeiro sentido do pecado original. Com efeito, em Maria está plenamente viva e concreta aquela relação com Deus que o pecado interrompe. Nela não há qualquer oposição entre Deus e o seu ser: há plena comunhão, entendimento integral. Existe um «sim» recíproco, de Deus a Ela e dela a Deus. Maria é livre do pecado porque é toda de Deus, totalmente expropriada para Ele. É cheia da sua Graça, do seu Amor.
Como conclusão, a doutrina da Imaculada Conceição de Maria expressa a certeza de fé que as promessas de Deus se realizaram: que a sua aliança não falha, mas produziu uma raiz santa da qual germinou o Fruto abençoado de todo o universo, Jesus, o Salvador. A Imaculada demonstra que a Graça é capaz de suscitar uma resposta, que a fidelidade de Deus sabe gerar uma fé verdadeira e boa.
Amados amigos, esta tarde, como de costume, irei à Praça de Espanha, para a homenagem a Maria Imaculada. Sigamos o exemplo da Mãe de Deus, a fim de que também em nós a Graça do Senhor encontre resposta numa fé genuína e fecunda.


Depois do Angelus
Antes de tudo, desejo assegurar a minha proximidade às populações das Filipinas atingidas nos últimos dias por um violento furacão. Rezo pelas vítimas, pelas suas famílias e pelos numerosos desabrigados. A fé e a caridade fraterna sejam a força para enfrentar esta prova difícil.

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/angelus/2012/documents/hf_ben-xvi_ang_20121208_po.html

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Unievrso




Basílica Vaticana
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Unievrso
Domingo, 21 de Novembro de 2010

CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA COM OS NOVOS CARDEAIS
 E ENTREGA DO ANEL CARDINALÍCIO
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Senhores Cardeais
Venerados Irmãos
no Episcopado e no Sacerdócio
Estimados irmãos e irmãs
Na solenidade de Cristo Rei do universo, temos a alegria de nos reunirmos ao redor do Altar do Senhor, juntamente com os 24 novos Cardeais, que ontem agreguei ao Colégio Cardinalício. Antes de tudo, dirijo-lhes a minha cordial saudação, que faço extensiva aos demais Purpurados e a todos os Prelados aqui presentes, assim como às ilustres Autoridades, aos Senhores Embaixadores, aos Sacerdotes, aos Religiosos e a todos os fiéis, vindos de várias regiões do mundo para esta feliz circunstância, que reveste um acentuado cariz de universalidade.
Muitos de vós puderam observar que também o precedente Consistório público para a criação de Cardeais, realizado em Novembro de 2007, foi celebrado na vigília da solenidade de Cristo-Rei. Transcorreram três anos e, portanto, segundo o ciclo litúrgico dominical, a Palavra de Deus vem ao nosso encontro através das mesmas Leituras bíblicas, próprias desta importante festividade. Ela insere-se no último domingo do ano litúrgico e apresenta-nos, no final do itinerário da fé, o semblante régio de Cristo, como o Pantocrator na abside de uma antiga basílica. Esta coincidência convida-nos a meditar profundamente sobre o ministério do Bispo de Roma e a ele ligado, dos Cardeais, à luz da singular Realeza de Jesus, nosso Senhor.
O primeiro serviço do Sucessor de Pedro é o da fé. No Novo Testamento, Pedro torna-se «pedra» da Igreja, enquanto portador do Credo: o «nós» da Igreja começa com o nome daquele que foi o primeiro a professar a fé em Cristo, tem início com a sua fé; uma fé primeiro imatura e ainda «demasiado humana», mas sucessivamente, depois da Páscoa, madura e capaz de seguir Cristo até ao dom de si; madura para crer que Jesus é verdadeiramente o Rei; que o é, precisamente porque permaneceu na Cruz, e de tal modo ofereceu a vida pelos pecadores. No Evangelho vê-se que todos pedem a Jesus que desça da cruz. Zombam dele, mas este é também um modo para se desculparem, como se dissessem: não é nossa culpa, se Tu estás ali na cruz; a culpa é somente tua, porque se Tu fosses verdadeiramente o Filho de Deus, o Rei dos judeus, Tu estarias ali, mas salvar-te-ias, descendo daquele patíbulo infame. Portanto, se ficas ali, quer dizer que estás errado e nós estamos certos. O drama que se desenvolve aos pés da cruz de Jesus é um drama universal; diz respeito a todos os homens diante de Deus que se revela por aquilo que é, ou seja, Amor. Em Jesus crucificado, a divindade é desfigurada, despojada de toda a glória visível, mas está presente e é real. Só a fé sabe reconhecê-la: a fé de Maria, que une no seu Coração também este fragmento do mosaico da vida do seu Filho; Ela ainda não consegue ver tudo, mas continua a confiar em Deus, repetindo mais uma vez com o mesmo abandono: «Eis a serva do Senhor» (Lc 1, 38). E além disso há a fé do bom ladrão: uma fé superficial, mas suficiente para lhe garantir a salvação: «Hoje estarás comigo no Paraíso». É decisivo aquele «comigo». Sim, é isto que o salva. Sem dúvida, o bom ladrão está na cruz como Jesus, mas sobretudo está na cruz comJesus. E, contrariamente ao outro malfeitor e a todos os demais que o ridicularizam, não pede a Jesus que desça da cruz, nem que o faça descer. Ao contrário, diz: «Recorda-te de mim, quando entrares no teu reino». Vê-o na cruz desfigurado, irreconhecível, e no entanto confia-se a Ele como a um rei, aliás como ao Rei. O bom ladrão acredita naquilo que está escrito no letreiro acima da cabeça de Jesus: «Rei dos judeus»: crê e confia. Por isso já está, imediatamente, no «hoje» de Deus, no Paraíso, porque o Paraíso consiste nisto: estar com Jesus, estar com Deus.
Dilectos Irmãos, eis então que sobressai claramente a mensagem primária e fundamental que a Palavra de Deus nos diz hoje: a mim, Sucessor de Pedro, e também a vós, Cardeais. Chama-nos aestar com Jesus, como Maria, e não a pedir-lhe que desça da cruz, mas a permanecer ali com Ele. E isto, por causa do nosso ministério, temos que o fazer não apenas para nós mesmos, mas para a Igreja inteira, para todo o povo de Deus. Dos Evangelhos nós sabemos que a cruz foi o ponto crítico da fé de Simão Pedro e dos outros Apóstolos. É claro, e não podia ser de outra forma: eles eram homens e pensavam «segundo os homens»; não podiam tolerar a ideia de um Messias crucificado. A «conversão» de Pedro realiza-se plenamente, quando renuncia ao desejo de «salvar» Jesus e aceita ser salvo por Ele. Renuncia ao desejo de salvar Jesus da cruz e aceita ser salvo pela sua cruz. «Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos» (Lc 22, 32), diz o Senhor. O ministério de Pedro consiste inteiramente na sua fé, uma fé que Jesus reconhece imediatamente, desde o início, como genuína, como dádiva do Pai celestial; mas uma fé que deve passar através do escândalo da cruz, para se tornar autêntica, verdadeiramente «cristã», para se tornar a «rocha» sobre a qual Jesus possa construir a sua Igreja. A participação no Senhorio de Cristo verifica-se, de modo concreto, unicamente na partilha da sua humilhação, mediante a Cruz. Caros Irmãos, também o meu ministério e por conseguinte inclusive o vosso, consiste inteiramente na fé. Jesus pode construir sobre nós a sua Igreja, na medida em que encontrar em nós aquela fé verdadeira, pascal, aquela fé que não quer fazer com que Jesus desça da Cruz, mas que se confia a Ele na Cruz. Neste sentido, o lugar genuíno do Vigário de Cristo é a Cruz, é o persistir na obediência da Cruz.
Este ministério é difícil, porque não está em sintonia com o modo de pensar dos homens — com aquela lógica natural que, de resto, permanece sempre activa também em nós mesmos. No entanto, este é e permanece sempre o nosso serviço primário, o serviço da fé, que transforma a vida inteira: crer que Jesus é Deus, que é o Rei, precisamente porque chegou até àquele ponto, porque nos amou até ao extremo. E nós devemos testemunhar e anunciar esta realeza paradoxal como Ele — o Rei — fez, ou seja seguindo o seu próprio caminho e esforçando-nos por adoptar a sua lógica, a lógica da humildade e do serviço, do grão que morre para produzir o fruto. O Papa e os Cardeais são chamados a estar profundamente unidos, antes de tudo, neste ponto: todos juntos, sob a chefia do Sucessor de Pedro, devem permanecer no Senhorio de Cristo, pensando e agindo em conformidade com a lógica da Cruz — e isto nunca é fácil, nem óbvio. Nisto, temos que ser compactos, e somo-lo porque não nos une uma ideia, uma estratégia, mas sim o amor de Cristo e o seu Espírito Santo. A eficácia do nosso serviço à Igreja, Esposa de Cristo, depende essencialmente disto, da nossa fidelidade à realeza divina do Amor crucificado. Por isso, no anel que hoje vos entrego, selo do vosso pacto nupcial com a Igreja, está representada a imagem da Crucifixão. E pelo mesmo motivo, a cor do vosso hábito faz alusão ao sangue, símbolo da vida e do amor. O Sangue de Cristo que, segundo uma antiga iconografia, Maria recebe do lado trespassado do Filho morto na cruz; e que o Apóstolo João contempla, enquanto jorra juntamente com a água, segundo as Escrituras proféticas.
Prezados Irmãos, daqui deriva a nossa sabedoria: sapientia Crucis. Sobre isto ponderou profundamente Paulo, o primeiro que delineou um pensamento cristão orgânico, centrado precisamente no paradoxo da Cruz (cf. 1 Cor 1, 18-25; 2, 1-8). Na Carta aos Colossenses — da qual a Liturgia de hoje propõe o hino cristológico — a reflexão paulina, fecundada pela graça do Espírito, já alcança um nível impressionante de síntese ao expressar um autêntico conceito de Deus e do mundo, da salvação pessoal e universal; e tudo está centrado em Cristo, Senhor dos corações, da história e do cosmos: «Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude, e que por Ele todas as criaturas fossem reconciliadas consigo, pacificando pelo sangue da sua Cruz tudo quanto existe na terra e nos céus» (Cl 1, 19-20). Caros Irmãos, é isto que somos sempre chamados a anunciar ao mundo: Cristo «imagem do Deus invisível», Cristo «Primogénito de toda a criação» e «daqueles que ressuscitam dos mortos», para que — como escreve o Apóstolo — «Ele tenha a primazia sobre todas as coisas» (Cl 1, 15.18). A primazia de Pedro e dos seus Sucessores está totalmente ao serviço desta primazia de Jesus Cristo, único Senhor; ao serviço do seu Reino, ou seja, do seu Senhorio de amor, a fim de que ela venha e se difunda, renove os homens e as coisas, transforme a terra e faça germinar nela a paz e a justiça.
No contexto deste desígnio, que transcende a história e ao mesmo tempo nela se revela e se resume, encontra lugar a Igreja, «corpo» cuja «Cabeça» é Cristo (cf. Cl 1, 18). Na Carta aos Efésios, São Paulo fala explicitamente do Senhorio de Cristo, colocando-o em relação com a Igreja. Ele formula uma oração de louvor à «grandeza do poder de Deus», que ressuscitou Cristo e que O constituiu Senhor universal, e depois conclui: «E Ele [Deus] sob os seus pés sujeitou todas as coisas, / e constituiu-o Cabeça de toda a Igreja, / que é o seu corpo, / a plenitude daquele que é o perfeito cumprimento de todas as coisas» (Ef 1, 22-23). A própria palavra «plenitude», que compete a Cristo, Paulo atribui-a aqui à Igreja, mediante a participação: com efeito, o corpo participa da plenitude da Cabeça. Venerados Irmãos Cardeais — dirijo-me também a todos vós, que compartilhais connosco a graça de ser cristãos — eis no que consiste a nossa alegria: participar, na Igreja, na plenitude de Cristo através da obediência da Cruz, «participar na sorte dos santos na luz», o facto de termos sido «introduzidos» no Reino do Filho de Deus (cf. Cl 1, 12-13). Por isso, nós vivemos em acção de graças perene, e até através das provações não esmorecem a alegria e a paz que Cristo nos deixou, como garantia do seu Reino, que já se encontra no meio de nós, que esperamos com fé e esperança, e que antegozamos na caridade.

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA


SANTA MISSA NA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO
DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Paróquia de Santo Tomás de Vilanova, Castel Gandolfo

Quarta-feira 15 de Agosto de 2012


Prezados irmãos e irmãs!
No dia 1 de Novembro de 1950, o Venerável Papa Pio XII proclamava como dogma que a Virgem Maria, «concluindo o curso da vida terrena, foi elevada à glória celeste em alma e corpo». Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e representava sobretudo um aspecto relevante do culto prestado à Mãe de Cristo. Precisamente o elemento cultual constituiu, por assim dizer, a força motriz que determinou a formulação deste dogma: o dogma manifesta-se como um acto de louvor e de exaltação à Virgem Santa. Isto sobressai também do próprio texto da Constituição apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado «em honra do Filho, para a glorificação da Mãe e o júbilo de toda a Igreja». Assim, exprime-se de forma dogmática aquilo que já tinha sido celebrado no culto e na devoção do Povo de Deus, como a mais elevada e estável glorificação de Maria: o acto de proclamação da Assunção apresenta-se quase como uma liturgia da fé. E no Evangelho que há pouco ouvimos, a própria Maria pronuncia profeticamente algumas palavras que orientam nesta perspectiva. Ela diz: «Doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada» (Lc 1, 48). Trata-se de uma profecia para toda a história da Igreja. Esta expressão do Magnificat, mencionada por são Lucas, indica que o louvor à Virgem Santa, Mãe de Deus, intimamente unida a Cristo seu Filho, diz respeito à Igreja de todos os tempos e de todos os lugares. E a anotação destas palavras por parte do Evangelista pressupõe que a glorificação de Maria já estava presente no período de são Lucas e que ele a considerava um dever e um compromisso da comunidade cristã para todas as gerações. As palavras de Maria dizem que é um dever da Igreja recordar a grandeza de Nossa Senhora para a fé. Por conseguinte, esta solenidade é um convite a louvar a Deus e a contemplar a grandeza de Nossa Senhora, porque é no rosto dos seus que nós conhecemos quem é Deus.
Mas por que motivo Maria é glorificada com a Assunção ao Céu? Como ouvimos, são Lucas vê a raiz da exaltação e do louvor a Maria na expressão de Isabel: «Bem-aventurada aquela que acreditou» (Lc 1, 45). E o Magnificat, este cântico ao Deus vivo e em acção na história, é um hino de fé e de amor, que brota do coração da Virgem. Ela viveu com fidelidade exemplar e conservou no mais íntimo do seu coração as palavras de Deus ao seu povo, as promessas feitas a Abraão, Isaac e Jacob, fazendo delas o conteúdo da sua oração: no Magnificat a Palavra de Deus tornou-se a palavra de Maria, lâmpada do seu caminho, de maneira a torná-la disponível a acolher também no seu seio o Verbo de Deus que se fez carne. A página evangélica de hoje evoca esta presença de Deus na história e no próprio desenrolar dos acontecimentos; aqui há uma referência particular aoSegundo livro de Samuel no capítulo 6 (1-15), onde David transporta a Santa Arca da Aliança. O paralelo que o Evangelista faz é claro: Maria à espera do nascimento do Filho Jesus é a Arca Santa que traz em si a presença de Deus, uma presença que é fonte de consolação, de alegria plena. Com efeito, João dança no seio de Isabel, precisamente como David dançava diante da Arca. Maria é a «visita» de Deus que cria júbilo. No seu cântico de louvor, Zacarias di-lo-á explicitamente: «Bendito o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo» (Lc 1, 68). A casa de Zacarias experimentou a visita de Deus com o nascimento inesperado de João Baptista, mas sobretudo com a presença de Maria, que traz no seu seio o Filho de Deus.
Mas agora interroguemo-nos: o que é que a Assunção de Maria confere ao nosso caminho, à nossa vida? A primeira resposta é: na Assunção vemos que em Deus existe espaço para o homem, o próprio Deus é a casa de muitos aposentos da qual Jesus fala (cf. Jo 14, 2); Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. Quanto a Maria, unindo-se, unida a Deus, não se afasta de nós, não vai a uma galáxia desconhecida, mas quem procura Deus aproxima-se, porque Deus está próximo de todos nós; e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, encontra-se extremamente próxima de nós, de cada um de nós. Há uma bonita palavra de são Gregório Magno sobre são Bento, que podemos aplicar de novo a Maria: são Gregório Magno afirma que o coração de são Bento se tornou tão grande, que toda a criação podia entrar nesse coração. Isto é válido ainda mais para Maria: totalmente unida a Deus, Maria tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar nele, e os ex-votos demonstram-no em todas as partes da terra. Maria está próxima, pode ouvir, pode ajudar, encontra-se próxima de todos nós. Em Deus há espaço para o homem e Deus está próximo; quanto a Maria, unida a Deus, está extremamente próxima, tem um coração tão grande quanto o coração de Deus.
Mas existe também outro aspecto: em Deus não existe espaço unicamente para o homem; no homem há espaço para Deus. Também isto vemos em Maria, a Arca Santa que traz em si a presença de Deus. Em nós há espaço para Deus, e esta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, nos seus problemas, esta presença realiza-se na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser, de tal forma que Deus entre em nós, a fim de que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. Em nós existe espaço, abramo-nos como Maria se abriu, dizendo: «Que se cumpra em mim a tua vontade, eu sou a serva do Senhor». Abrindo-nos a Deus, nada perdemos. Pelo contrário: a nossa vida torna-se rica e grande.
E deste modo fé, esperança e amor combinam-se entre si. Hoje existem muitas palavras sobre um mundo melhor a esperar: seria a nossa esperança. Se e quando este mundo melhor virá, nós não o sabemos, eu não sei. Obviamente, um mundo que se afasta de Deus não se torna melhor, mas pior. Somente a presença de Deus pode garantir também um mundo bom. Mas deixemos isto.
Uma realidade, uma esperança é certa: Deus espera por nós, aguarda-nos, não caminhamos no vazio, somos aguardados. Deus espera-nos e, indo para o outro mundo, encontramos a bondade da Mãe, encontramos os nossos, encontramos o Amor eterno. Deus aguarda-nos: esta é a nossa grande alegria e a grandiosa esperança que nasce precisamente desta festa. Maria visita-nos, é a alegria da nossa vida, e a alegria é esperança.
Portanto, o que podemos dizer? Coração grande, presença de Deus no mundo, espaço de Deus em nós e espaço de Deus para nós, esperança, ser esperado: tal é a sinfonia desta festa, a indicação que a meditação desta Solenidade nos concede. Maria é aurora e esplendor da Igreja triunfante; ela constitui a consolação e a esperança para o povo ainda a caminho, comenta o Prefácio hodierno. Confiemo-nos à sua intercessão materna para que, através do Senhor, fortaleçamos a nossa fé na vida eterna; ajude-nos a viver bem o tempo que Deus nos oferece com esperança. Uma esperança cristã, que não é apenas saudade do Céu, mas desejo vivo e concreto de Deus aqui no mundo, desejo de Deus que nos torna peregrinos incansáveis, alimentando em nós a coragem e a força da fé, que é ao mesmo tempo coragem e fortaleza do amor. Amém!

Fonte:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2012/documents/hf_ben-xvi_hom_20120815_assunzione_po.html

CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA PIO XII MUNIFICENTISSIMUS DEUS



CONSTITUIÇÃO DO PAPA PIO XII Apostolica
Munificentissimus Deus
Definição DO DOGMA DA ASSUNÇÃO
DE NOSSA SENHORA
 EM CORPO E ALMA AO CÉU
  
Introdução 
1. Deus munificentíssimo, Que Tudo Pode, e cujos Planos de Providência São cheios de Sabedoria e de amor, nos imperscrutáveis ​​desígnios SEUS, entremeia na Vida OS Povos e dos indivíduos Como Dores com Como alegrias, Paragrafo que POR Diversos Caminhos e de Varias Maneiras Tudo coopere Paragrafo O Bem dos que o AmAm (cf. Rm 8,28).
2 O Nosso pontificado, tempos a Assim Como OS Atuais, Tem Sido assediado POR inúmeros Cuidados, preocupações e angústias, devido ÀS Grandes Calamidades e POR muitos Que Andam afastados da Verdade e da Virtude. Mas Paragrafo E NÓS de grande Conforto ver como, A MEDIDA Que UMA Fé Católica se Manifesta publicamente CADA Vez Mais Ativa, AUMENTA também Joe Cada Diâmetro O Amor ea Devoção Paragrafo com UMA Mãe de Deus, e Quase POR Toda Parte ISSO E Estímulo e auspício de UMA Vida Melhor e Mais Papai Noel. ASSIM E sucede Que, POR UM Lado, um desempenha Santíssima Virgem amorosamente uma SUA Missão de Mãe Paragrafo com OS que foram remidos Pelo Sangue de Cristo, e POR Outro, Como inteligências e Os Corações dos Filhos São estimulados a UMA MAIS PROFUNDA e diligente Contemplação DOS SEUS privilégios.
3 de Fato, Deus, que a partir de Toda a Eternidade olhou par a virgem Maria com particular, e pleníssima complacencia, quando Chegou à dos tempos (Gl plenitude 4,4) atuou o plano da SUA Providência de forma que refulgissem com perfeitíssima harmonia OS privilégios e prerrogativas Que LHE concedera com SUA liberalidade. A Igreja de Semper reconheceu ESTA grande liberalidade ea Perfeita harmonia de Graças, e Durante o decurso dos Séculos de Semper procurou estudá-la Melhor. Nestes tempos NOSSOS refulgiu com luz Mais clara o Privilégio da Assunção corpórea da Mãe de Deus.
4. ESSE Privilégio brilhou com novo fulgor quando O Nosso predecessor Memória imortal de, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De Fato cessos Dois dogmas o Estação estreitamente conexos Entre si. Cristo com a Própria morte venceu a morte EO Pecado, e TODO AQUELE Que Pelo Batismo de novo e Gerado, sobrenaturalmente, Graça Pela, vence também o Pecado ea Morte. Porem Deus, Por Lei Ordinária, de Modo concederá EAO JUSTOS O Pleno EFEITO DESTA Vitória Sobre a morte, quando chegar o Fim tempos do DOS. Por ESSE Motivo, Corpos SO dos Justos corrompem-se DEPOIS da morte, e de Modo None ÚLTIMO dia se juntarão com a Própria alma gloriosa.
5 Mas Deus Quis Dessa excetuar Lei Geral de Bem-aventurada Virgem Maria. Por hum Privilégio inteiramente singular Ela venceu o Pecado com a SUA Concepção Imaculada; e POR ESSE Motivo Localidade: Não FOI sujeita à lei de Permanecer na Corrupção Fazer sepulcro, NEM Teve de esperar hum Redenção fazer tempos Corpo ATÉ AO FIM DOS.
6. quando se definiu solenemente Que a Virgem Maria, Mãe de Deus, FOI imune de um SUA Concepção de Toda a mancha, logotipo OS Corações dos Fiéis conceberam UMA Mais viva Esperança de que EM BREVE o supremo magistério da Igreja definiria também o dogma da assunção corpórea da virgem Maria AO Céu.
Petições Pará UMA Definição dogmática
7 de Fato, sucedeu Que Localidade: Não SO OS Simples Fiéis, MAS ATÉ aqueles que, de Certo modo, personificam Como Nações UO Como Provincias eclesiásticas, e MESMO Localidade: Não poucos Padres do Concílio Vaticano pediram instantemente à Sé Apostólica ESTA Definição.
8 Com o decurso do Tempo essas petições e-votos de: Não diminuíram, Os pingos foram aumentando de dia par dia los Nummer e insistência. Com ESSE FIM fizeram-Se Cruzadas de orações; muitos e exímios teólogos intensificaram com ardor OS SEUS ESTUDOS SOBRE este ponto, Quer los Privado, Quer NAS Universidades eclesiásticas OU NAS Otras escolas de disciplinas sagradas; celebraram-se muitas EM contraditório Congressos marianos Nacionais e INTERNACIONAIS. Todos sos Estudos e Investigações mostraram com Maior Realce Que No Depósito da Fé Cristã, confiado à Igreja, tatmbém se encontrava a assunção da virgem Maria AO Céu. E de ordinário a CONSEQÜÊNCIA FOI enviarem súplicas los Que se pedia instantemente a Definição solene Desta Verdade.
9 Acompanhavam OS Fiéis nessa piedosa insistência OS SEUS Sagrados Pastores, OS cais cais Quais d'Orsay d'Orsay dirigiram hum ESTA Cadeira de S. Pedro semelhantes petições los Nummer Muito considerável. Quando fomos Elevado AO sumo pontificado, JA tinham Sido apresentadas milhares a Sé Apostólica ESTA muitos dessas súplicas, Vindas de TODAS Como contraditório do Mundo e de TODAS Como Aulas de Pessoas: dos NOSSOS AMADOS Filhos Cardeais Fazer Sacro Colégio, dos NOSSOS veneráveis ​​Irmãos Arcebispos e Bispos, das dioceses e paróquias Das.
10 Por ESSE Motivo, AO MESMO ritmo Que dirigíamos a Deus intensas súplicas, Paragrafo Que concedesse A Nossa Mente a luz do Espírito Santo Pará decidirmos TÃO Importante Causa, estabelecemos Normas Especiais los que determinamos que se procedesse com TODO o Cuidado a hum Estudo MAIS rigoroso da Matéria, e se reunissem e examinassem TODAS Como petições relativas à assunção da Santíssima virgem, enviadas Sé Apostólica hum de o Ritmo do Nosso predecessor Pio Memória feliz IX, de, COMEU AO Presente. (1)
Consulta AO episcopado
11 Mas Como se tratava de ASSUNTO de tanta importancia e transcendência, julgamos oportuno Rogar Direta e oficialmente hum de Todos os NOSSOS veneráveis ​​Irmãos no episcopado, Que nsa quisessem manifestar explicitamente a SUA Opinião. tal Pará FIM, None dia 1 ° de maio de 1946, dirigimos-lhes UMA Carta encíclica " Deiparae Virginis Mariae "  em que fazíamos esta pergunta: "Vos SE, veneráveis ​​Irmãos, na Vossa Sabedoria Exímia e Prudência, julgais Que a assunção corpórea da Santíssima Virgem PODE Ser proposta e definida Como dogma de Fé, e se desejais Que o SEJA, Tanto Vos Como o Vosso clero e Fiéis ".
Doutrina concorde do Magistério da Igreja
12 E aqueles que "o Espírito Santo colocou Como Bispos Pará Reger uma Igreja de Deus" (At 20, 28) Quase unanimemente Deram RESPOSTA Afirmativa UMA perguntas Ambas Como. ESSA "singular Concordância dos Bispos e Fiéis" (2) EM julgar Que a assunção corpórea AO Céu da Mãe de Deus podios Ser definida Como dogma de Fé, Mostra-SOE a doutrina concorde do magistério ordinário da Igreja, ea Fé igualmente concorde do povo Cristão - Que AQUELE magistério Sustenta e dirige - e POR ISSO MESMO Manifesta, de Modo Certo e imune de Erro, Que Tal Privilégio É Verdade Revelada POR DEUS É contida no Divino Depósito Que Jesus Cristo confiou a SUA Esposa Para o guardar fielmente e infalivelmente o declarar. (3) De Fato, ESSE magistério da Igreja, Nao POR Estudo meramente Humano, MAS Pela Assistência do Espírito de Verdade (cf. Jo 14,26), e portanto Absolutamente SEM Nenhum Erro, desempenha UMA Missão Que LHE FOI confiada de conservar Semper Puras e Integras Como Verdades Reveladas; e Pelo MESMO Motivo transmite-as SEM Contaminação e SEM lhes ajuntar NEM subtrair nada. "Pois - Como ENSINA o Concilio Vaticano - o Espírito Santo prometido FOI AOS SUCESSORES de Pedro Localidade: Não Paragrafo Que, POR SUA Revelação, doutrinas expressem Novas, mas Paragrafo Que, com o SUA Assistência, guardassem com Cuidado e expusessem fielmente a Revelação transmitida apóstolos Pelos Hook, OU SEJA o Depósito da Fé ". (4) Por ESSA Razão, do Consenso universal do Magistério da Igreja, deduz-se hum Argumento Certo e Seguro de par demonstrar a assunção corpórea da Bem-aventurada Virgem Maria. ESSE Mistério, Pelo Que respeita à glorificação celestial do Corpo da augusta Mãe de Deus, Nao podios Ser conhecido POR nenhuma Faculdade da Inteligência COM parágrafo Humana Como Forças Naturais. É, portanto, POR Verdade Revelada Deus, e POR ESSA Razão de Todos os Filhos da Igreja TEM obrigação de hum CRER firme e fielmente. Pois, Como Afirma o Concílio Vaticano MESMO, "TEMOS obrigação de CRER com Fé divina e Católica, TODAS Como Coisas que se CONTÉM na Palavra de Deus Escrita OU transmitida oralmente, e Que a Igreja, com solene Definição UO com o Seu magistério ordinário e universal, nos propõe Crer, Como Reveladas POR Deus "(5).
Testemunhos da Crença na assunção
13 de remotíssimos Tempos, Pelo decurso dos Séculos, aparecem-SOE Testemunhos, indícios e Vestígios Desta Fé Comum da Igreja; Fé Que se manifes CADA Vez Mais claramente.
14 Fiéis OS, guiados e instruídos pastores Pelos Hook, souberam POR Meio da Sagrada Escritura Que a Virgem Maria, de Durante UMA SUA Peregrinação terrestre, levou Vida Cheia de Cuidados, Angústias e sofrimentos; e Que, Segundo a Profecia do Santo Velho Simeão, Uma espada de dor LHE traspassou o Coração, Junto da Cruz do Seu divino Filho e Nosso Redentor. E Fazer MESMO MoDo, Nao tiveram dificuldade los admitir Que, à semelhança do Seu Filho unigênito, tambem a excelsa Mãe de Deus Morreu. Mas ESSA persuasão de: Não OS impediu de CRER Expressa e firmemente Que o Seu Sagrado Corpo de: Não sofreu hum Corrupção Fazer sepulcro, NEM FOI Reduzido à podridão e Cinzas AQUELE tabernáculo Fazer Verbo divino. Pelo contrario, o OS Fiéis iluminados Pela Graça e abrasados ​​de amor par com aquela Que É Mãe de Deus e Nossa Mãe dulcíssima, compreenderam CADA Vez Maior clareza com UMA Maravilhosa harmonia existente Entre OS privilégios concedidos POR Deus àquela Que o MESMO Deus Quis associar AO Nosso Redentor. ESSES privilégios elevaram-na a UMA ALTURA TÃO grande, Que Localidade: Não FOI atingida POR Nenhum Ser Criado, excetuada somente a Natureza Humana de Cristo.
15 Patenteiam inequivocamente ESTA MESMA Fé OS inumeráveis ​​Templos consagrados a Deus lhes Honra da Assunção de Nossa Senhora, e Como Imagens Neles expostas à veneração dos Fiéis, Que mostram AOS Olhos de Todos Este triunfo singular da Santíssima Virgem. Muitas Cidades, dioceses e regiões foram consagradas AO especial patrocínio e Proteção da Assunção da Mãe de Deus. Fazer MESMO modo, com aprovação da Igreja, fundaram-se Institutos Religiosos com o nomo dEste Privilégio. Nem se passar Desen los Silêncio Que Não Rosário de Nossa Senhora, cuja reza Tanto recomenda ESTA Sé Apostólica, ha hum Mistério proposto à Nossa Meditação, Que, Como Todos Sabem, E consagrado à Assunção da Santíssima Virgem AO Céu. 
Testemunho da liturgia
16 De Modo AINDA Mais universal e esplendoroso se manifes ESTA Fé dos pastores e dos Fiéis, com UMA FESTA Liturgica da Assunção celebrada a partir de Tempos antiquíssimos no Oriente e Ocidente nao. Nunca Santos OS padres e Doutores da Igreja deixaram de haurir luz Nesta solenidade, POIs, Como Todos Sabem, a sagrada liturgia, "Sendo também Profissão das Verdades Católicas, e estando sujeita AO supremo magistério da Igreja, PODE fornecer Argumentos e Testemunhos de Nao Pequeno valor nominal determinar algum Ponto da doutrina Cristã "(6).
17. n.os Livros litúrgicos los Que Aparece UMA festa da  Dormição UO da Assunção de santa Maria , encontram-se expressões que de UMA OU outra Maneira concordam los referir que, quando a virgem Mãe de Deus Passou dEste Exílio Para O Céu, POR UMA Especiais Providência divina, sucedeu AO Seu Corpo Algo de consentâneo com a Dignidade de Mãe do Verbo encarnado e com OS Para nós Ligação privilégios Que LHE foram concedidos. É O QUE SE Afirma, apresentarmos Pará hum Exemplo elucidativo, Nao  Sacramentário  predecessor enviado Pelo Nosso de Memória imortal Adriano I, Imperador Carlos Magno AO. Nele se Diz: "E digna de veneração, Senhor, um dia festividade dEste, EM que um Papai Mãe de Deus sofreu a morte temporal mas Localidade: Não PODE Ficar presa com algemas Como da morte aquela Que Gerou Localidade: Não Seu seio o Verbo de Deus encarnado, Vosso Filho, Nosso Senhor ". (7)
18 Aquilo Que Aqui do SE UMA REFERÊ com sobriedade de Palavras costumeiras na Liturgia romana, Exprime-se Mais difusamente nn Para nos ligam Livros Das Antigas liturgias Orientais e ocidentais. O Sacramentário Galicano , Exemplo POR, Chama UMA ESSE Privilegio de Maria, "inexplicável Mistério, Tanto Mais Digno de Ser proclamado, Quanto e Único Entre OS Homens, Pela assunção da virgem". E na liturgia bizantina a assunção corporal da virgem Maria e relacionada DIVERSAS vezes Localidade: Não Só com a Dignidade de Mãe de Deus, MAS também com OS Para privilégios nos ligam, especialmente com a SUA Maternidade virginal, decretada POR UM Designio singular da Providência divina: "Deus, Rei do Universo, privilégios concedeu-vos que superam a Natureza ;. ASSIM Como No parto vos conservou a virgindade, Assim Localidade: Não sepulcro vos preservou o Corpo da Corrupção EO conglorificou Pela divina translação" (8)
A festa da Assunção
19 A Sé Apostólica, Herdeira do múnus confiado AO Príncipe dos Apóstolos de Confirmar na Fé OS Irmãos (cf. Lc 22,32), COM SUA Autoridade FOI tornando CADA Vez Mais solene ESTA celebração. ESSE Fato estimulou eficazmente OS Fiéis a irem-se apercebendo Mais e Mais da importancia dEste Mistério. E ASSIM, a festa da Assunção, que tinha o Princípio AO MESMO grau de solenidade que Como restantes marianas Festas, elevada FOI AO rito Das Festas MAIS solenes Fazer Ciclo litúrgico. O Nosso predecessor S. Sérgio I, AO prescrever Como ladainhas, uo UMA Chamada procissão estacional, NAS Festas de Nossa Senhora, enumera simultaneamente a  Natividade , a  Anunciação , a  Purificação  ea  Dormição . (9) A festa se celebrava JÁ com o nomo de Assunção da Bem-aventurada Mãe de Deus, Sem ritmo de S. Leão IV ESSE papa procurou Que se revestisse de Maior esplendor, Mandando ajuntar-LHE a vigília ea oitava. E o proprio pontífice Quis Participar nessas solenidades, acompanhado de Imensa Multidão. (10) Na vigília de JA HÁ Muito se guardava o jejum, Como se Prova com Evidência Fazer Afirma que O Nosso predecessor S. Nicolau I, AO TRATAR dos principais jejuns "que ... desde OS tempos Antigos observava e AINDA UMA OBSERVA de Santa Romana Igreja "(11).
20 A Liturgia da Igreja Localidade: Não cria UMA Fé Católica, mas supõe-na; EE Dessa Fé Que brotam OS ritos Sagrados, Como da Árvore OS frutos. POR ISSO os Santos Padres e Doutores NAS homilias e sermões que Nesse dia fizeram AO Povo, Nao foram buscar ESSA doutrina à liturgia, Como a Fonte Primária; mas falaram Dela AOS Fiéis Como de Coisa sabida e admitida Por Todos. Declararam-na Melhor, explicaram o Seu significado EO Fato com Razões Mais Profundas, destacando e amplificando Aquilo que muitas vezes OS Livros litúrgicos apenas aludiam los poucas Palavras, um sabre, que esta com festa de: Não se comemora somente a incorrupção do Corpo Morto da Dinamarca Santíssima Virgem, mas principalmente o triunfo POR ELA alcançado Sobre a morte ea SUA celeste glorificação à semelhança do Seu Filho unigênito, Jesus Cristo.
Testemunho dos santos Padres
21 S. João Damasceno, que entre Todos se distingue Como pregoeiro Dessa Tradição, AO comparar a assunção gloriosa da Mãe de Deus com o SUAS Como Otras prerrogativas e privilégios, Exclama com veemente eloqüência: "Convinha Que aquela Que No parto manteve ilibada virgindade conservasse O Corpo incorrupto MESMO DEPOIS da morte. Convinha Que aquela Que Trouxe de: Não seio o Criador encarnado, habitasse tabernáculos Entre OS divinos. Convinha que Morasse de: Não tálamo celestial aquela Que o Eterno Pai desposara. Convinha Que aquela Que Viu o Seu Filho na cruz, com o Coração traspassado POR UMA espada de dor de que tinha Sido imune None parto, contemplasse assentada à Direita do Pai. Convinha Que a Mãe de Deus possuísse o Que Fazer era Filho, e Que Fosse Venerada POR TODAS Como Criaturas como Mãe e Serva Fazer MESMO Deus "(12).
22 Condizem com essas Palavras de s. João Damasceno Como de muitos para nos link que afirmam a doutrina MESMA. E Localidade: Não São Menos expressivas, NEM Menos Exatas, Como Palavras Que se encontram Nos sermões proferidos Pelos santos Padres Mais Antigos UO da MESMA Época, ordinariamente POR OCASIÃO Dessa festividade. ASSIM, Paragrafo citar Outro Exemplo, s. Germano de Constantinopla julgava Que a incorrupção do Corpo da Virgem Maria Mãe de Deus, ea SUA Assunção AO Céu São corolários de: Não So da SUA Maternidade divina, mas ATÉ da Santidade daquele SINGULARES Corpo virginal: "Vos, Como ESTA Escrito, EM Beleza 'aparecestes'; o Vosso Corpo virginal E Totalmente santo, Totalmente casto, Totalmente Domicílio de Deus de forma que ATÉ POR Este Motivo FOI isento de desfazer-se em OP; FOI, sim, transformado, enquanto era Humano, Paragrafo Viver a Vida altissima da incorruptibilidade, mas ágora ESTA vivo, gloriosíssimo, incólume e Participante da Vida Perfeita "(13) Outro Escritor antiquíssimo assevera POR SUA Vez .:" A gloriosíssima Mãe de Cristo, Deus e Salvador Nosso, dador da Vida e da imortalidade, glorificada FOI Revestida e do Corpo na eterna incorruptibilidade, POR AQUELE MESMO UMA Que ressuscitou Fazer sepulcro ea chamou a si duma forma que até ELE SABE "(14).
23 A MEDIDA Que a festa Liturgica se FOI Espalhando, e Celebrando Mais devotamente, Maior FOI o numéro de Bispos e oradores Sagrados que julgaram de Seu Dever explicar com clareza Toda a O Mistério Que se venerava Nesta solenidade e mostrar Como Ela estava intimamente relacionada com Como Otras Verdades Reveladas.
Teólogos Testemunho DOS
24 Entre teólogos escolásticos OS, alguns de: Não faltaram, Que, pretendendo Penetrar Mais profundamente NAS Verdades Reveladas, o Acordo de Incorporação e mostrar entre Uma Chamada Razão Teológica ea Fé Católica, notaram UMA Estreita Conexão existente entre este Privilégio da Assunção da Santíssima Virgem e Como Demais Verdades contidas na Sagrada Escritura.
Partindo desse pressuposto 25, apresentam DIVERSAS Razões Para corroborar ESSE Privilégio mariano. A Razão Primária e diziam Fundamentos de Ser O Amor filial de Cristo Para O LeVar hum Querer UMA assunção de SUA Mãe AO Céu. E advertiam Mais, que a Força dos Argumentos se baseava na incomparável Dignidade da SUA Maternidade divina e lhes TODAS Como Graças que Dela derivam: a altissima Santidade que exceder como Santidade de Todos os Homens e anjos, um Íntima União de Maria com o Seu Filho, e sobretudo o de amor Que o Filho consagrava a SUA Mãe digníssima.
26 vezes Muitas OS teólogos e oradores Sagrados, seguindo OS Passos dos Santos Padres (15), Pará explicarem a SUA Fé na assunção, serviram-se com Certa Liberdade de Fatos e Textos da Sagrada Escritura. E ASSIM, Paragrafo mencionar Só alguns Mais Empregados, houve QUEM citasse Vá para este Propósito Como Palavras do salmista: "Erguei-vos, Senhor, Para O Vosso Repouso, Vos ea Arca de Vossa santificação" (Sl 131, 8); e na Arca da Aliança, Feita de madeira incorruptível e colocada no Templo de Deus, viam Como que UMA Imagem do Corpo Puríssimo da virgem Maria, preservado da Corrupção Fazer sepulcro, e elevado a tamanha Glória Localidade: Não Céu. Fazer MESMO modo, AO TRATAR Desta Materia, descrevem UMA Entrada triunfal da Rainha na corte celeste, e Como se Vai Sentar a Direita do divino Redentor (Sl 44,10.14-16); e recordam A Proposito UMA Esposa dos Cantares "Que Sobe Deserto pelo, Como UMA Coluna de mirra e de Incenso" Para Ser Coroada (Ct 3,6; cf. 4,8; 6,9). Ambas São propostas Como Imagens daquela Rainha e Esposa celestial, Que sobe AO Céu com o Seu Esposo divino.
27 Os Doutores escolásticos vislumbram igualmente a assunção da Mãe de Deus Localidade: Não Só lhes Varias Figuras Fazer Antigo Testamento, mas também Naquela Mulher, Revestida de sol, Que o apóstolo s. João contemplou na ilha de Patmos (Ap 12, ls.). Porem, Textos Entre OS Fazer Novo Testamento, consideraram e examinaram COM Particulares aquelas Cuidado Palavras: "Ave, Cheia de Graça, o Senhor E convosco, bendita sois Vos Entre Como Mulheres" (Lc 1,28), POIs viram None Mistério da Assunção o complemento daquela plenitude de Graça, concedida à Santíssima Virgem, e UMA singular benção contraposta à Maldição de Eva. 
Na Teologia Escolástica
28 Por ESSE Motivo, nos primórdios da Teologia Escolástica, o piedosíssimo varão Amadeu, bispo de Lausana, afirmava Que a carne da virgem Maria permaneceu incorrupta - NEM SE PODE CRER Que o Seu Corpo padecesse a Corrupção -, o o Porque se uniu de novo à alma, e juntamente com Ela penetrou na corte celestial. "Pois era ELA Cheia de Graça e Bendita Entre Como Mulheres (Lc 1,28). Só Ela mereceu conceber o Deus verdadeiro do Deus verdadeiro, e Sendo virgem DEU-o à luz, amamentou-o, Trouxe-o no regaço, e prestou-LHE de Todos os Cuidados maternos ". (16)
29 Entre OS Escritores Sagrados Que naquele ritmo COM VÁRIOS Textos, comparações e analogias tiradas das divinas Letras, ilustraram e confirmaram a doutrina da Assunção los que piamente acreditavam, Ocupa Lugar primordial o doutor evangélico s. Antônio de Pádua. Na festa da Assunção, AO Comentar aquelas Palavras de Isaías: "glorificarei o Lugar dos MEUS PES" (Is 60,13), afirmou com Segurança Que o divino Redentor glorificou de Modo Mais Perfeito a SUA Mãe amantíssima, da qua tomara carne Humana. "Daqui, ve-se claramente", Diz, "Que O Corpo da Santíssima Virgem FOI AO ASSUNTO Céu, POIs era o Lugar dos pes FAZ Senhor". Pelo Que, escreve o salmista: "Erguei-vos, Senhor, Para O Vosso Repouso, Vos EA Arca da Vossa santificação". E Como ASSIM, acrescenta AINDA, Jesus Cristo ressuscitou triunfante da morte e subiu Paragrafo hum Direita do Pai, ASSIM também "ressuscitou a Arca da SUA santificação, quando Neste dia um assunta virgem Mãe FOI AO tálamo celestial". (17)
No PERÍODO Áureo
30 quando, na Idade Media, a Teologia Escolástica atingiu o Maior esplendor, s. Alberto Magno, Paragrafo demonstrar ESSA Verdade, apresenta fundados Vários Argumentos nd Sagrada Escritura, na Tradição, na liturgia por e lhes Razões teológicas, e CONCLUI: "Por ESTAS e Outras muitas Razões e autoridades, evidenciados E Que a Bem-aventurada Mãe de Deus foi assunta AO Céu lhes Corpo e alma SOBRE OS coros dos Anjos cremos E que IstoÉ Absolutamente verdadeiro. "(18) E num Sermão Pregado em Dia da Anunciação de Nossa Senhora, aquelas AO explicar Palavras do Anjo :." Ave, Cheia de Graça ... ", o doutor universal COMPARA a Santíssima Virgem com Eva, e Afirma clara e terminantemente que Maria foi Livre das Quatro maldições Que caíram SOBRE Eva (19).
31 O Doutor Angélico, seguindo Como pisadas do Mestre, AINDA Que Nunca TRAR expressamente Fazer ASSUNTO, Nao entanto Semper Que se oferece UMA OCASIÃO Fala DELE, e com a Igreja Católica Afirma Que O Corpo de Maria juntamente com a alma FOI AO levado Céu ( 20).
32 E da MESMA Opinião, muitos Entre a US Link, O Doutor Seráfico, o qua TEM Como Certo Que, Assim Como Deus preservou Maria Santíssima da violação do pudor e da Integridade virginal AO conceber e dar à luz o Seu Filho, ASSIM Localidade: Localidade: Não permitiu isso. o Seu Corpo se desfizesse los podridão e Cinzas (21) Aplica a Santíssima Virgem, EM SENTIDO acomodatício, aquelas Palavras da Sagrada Escritura: "Quem E esta que sobe do Deserto, Cheia de gozo, e Apoiada no Seu amado?" (Ct 8,5), e raciocina Desta forma: "Daqui PODE concluir-se Que ELA ESTA ali corporalmente (na Glória celeste) ... o ... o Porque a SUA Felicidade Localidade: Não Seria plena se ali de: Não estivesse em Pessoa; ora hum Pessoa Localidade: Não E de forma a alma, mas o Composto; logotipo E Claro Que ESTA ali Segundo o Composto, Isto É, EM Corpo e alma ;. de Outro Modo de: Não gozaria de plena Felicidade "( 22)
Na Escolástica posterior
33 Na Escolástica posterior, OU SEJA nenhuma XV Século, São Bernardino de Sena, resumindo e ponderando cuidadosamente Tudo Quanto OS teólogos Medievais tinham Escrito UMA ESSE Propósito, Nao julgou Suficiente referir Como principais Considerações Que OS Antigos Doutores tinham proposto, mas acrescentou Otras Novas. Por Exemplo, Uma semelhança Entre a divina Mãe EO divino Filho, Nao Que respeita à perfeição e Dignidade de alma e Corpo - ASSIM Exige Absolutamente Que Maria "- Que semelhança NEM Sequer nn permite Pensar Que a Rainha celestial POSSA Estar separada do Rei dos Céus . deva Estar Onde ESTA Cristo "(23) Portanto, E Muito conveniente e Conforme à Razão que Tanto o Corpo Como a alma do Homem e da Mulher tenham alcançado ja a Glória de: Não Céu; e, Finalmente, o Fato de Nunca a Igreja ter PROCURADO Como Relíquias da Santíssima Virgem, NEM Como ter Exposto à veneração dos Fiéis, constitui hum Argumento Que É "como que UMA Experiência sensivel" da Assunção (24).
Tempos Modernos nsa
34. tempos 'em' MAIS RECENTES, Como Razões dos santos Padres e Doutores, aduzidas Acima, foram Usadas comumente. Seguindo O COMUM DOS Sentir cristãos, Dos Recebido Tempos Antigos s. Roberto Belarmino exclamava: "Quem há, pergunto, Que POSSA Pensar Que a arca da Santidade, o Domicílio Fazer Verbo, o Templo do Espírito Santo tenha caido los Ruinas Horroriza-se o Espírito Só com Pensar Que aquela carne Que Gerou, DEU UM? luz, alimentou e transportou a Deus, se tivesse convertido los Cinza OU Fosse Alimento dos Vermes "(25).
35 De Igual forma s. Francisco de Sales Afirma Que Localidade: Não se PODE duvidar Que Jesus Cristo cumpriu Fazer Modo Mais Perfeito o divino mandamento Que obriga Os Filhos de honrar OS Pais. E uma pergunta Seguir FAZ ESTA: "Que haveria Filho, Que, se pudesse, Nao ressuscitava a SUA Mãe e Localidade: Localidade: Não a levava Para o Céu" (26) E s. Afonso escreve POR SUA Vez .: "Jesus de: Não Quis Que O Corpo de Maria se corrompesse DEPOIS da morte, redundaria POIs los Seu desdouro Que se transformasse los podridão aquela carne virginal de que ELE MESMO tomara a carne Própria" (27)
36 quando JÁ tinha aparecido los Toda a SUA luz O Mistério Que se celebra Nesta festa, Nao faltaram Doutores que, em Vez de TRATAR das Razões teológicas pelas cais cais Quais d'Orsay d'Orsay se demonstrasse a absoluta Conveniência de Crença na assunção corpórea da Virgem Santíssima, voltaram O Pensamento Para a Fé da Igreja, mística Esposa de Cristo, SEM NEM mancha ruga (cf. Ef 5,27), Que o Apóstolo Chama "Coluna e sustentáculo da Verdade" (1Tm 3,15). E apoiados Nesta Fé Comum pensaram Que Seria temeraria, Paragrafo Localidade: Não herética DiZer, UMA contraria Opinião. S. Pedro Canísio, Para muitos nós Ligação Como, DEPOIS de declarar Que o Termo assunção se referia à glorificação de: Não So da alma Mas, também do Corpo, e Que a Igreja HÁ muitos Séculos venerava e celebrava solenemente Este Mistério mariano, obser: "Esta Opinião E admitida HÁ Vários Séculos e Tao fazer impressa na alma dos Fiéis, e Tao fazer recomendada Pela Igreja, que QUEM negasse a assunção AO Céu do Corpo de Maria Santíssima NEM Sequer Seria Ouvido com Paciência, mas Seria vaiado Como pertinaz, OU MESMO Temerario, e imbuido Mais de espírito herético Fazer que Católico "(28).
37 Pela MESMA Época, o Doutor exímio estabelecia ESTA Regra Paragrafo a mariologia: "Os Mistérios da Graça Que Deus operou na virgem Maria NAO SE devem Medir pelas Leis Ordinárias, SENAO Pela onipotência divina, suposta a Conveniência Fazer Fato ea Localidade: Não Contradição OU repugnância com Como Escrituras ". (29) E apoiado na Fé de Toda a Igreja, podios concluir que O Mistério da Assunção Devia fazer CRER-se com a MESMA firmeza Que o da Imaculada Conceição, e ja entao julgava Que Ambas Como Verdades podiam definidas SER. 
Fundamento escriturístico
38 Todos sos Argumentos e Razões dos santos Padres e teólogos apóiam-se, EM ÚLTIMO Fundamento, na Sagrada Escritura. Esta Nos apresenta uma Mãe de Deus extremamente unida AO Seu Filho, e de Semper Participante da SUA sorte. Pelo que parece que Quase Impossível contemplar aquela Que concebeu, DEU à luz, alimentou com o Seu leite, um Cristo, EO Teve nsa Braços e apertou contra o Peito, estivesse ágora, DEPOIS da Vida terrestre, separada DELE, SE Localidade: Não Quanto à alma, corpo AO Menos Quanto ao. O Nosso Redentor E também Filho de Maria; e Como Observador perfeitíssimo da lei divina de: Não podios deixar de honrar a SUA Mãe amantíssima logotipo DEPOIS Fazer Eterno Pai. E podendo ELE Adorna-la com tamanha Honra, preservando-a da Corrupção Fazer sepulcro, DEVE CRER-se Que Realmente o fez.
39 E convém sobretudo ter los vista que, ja a Partir do Século II, os Santos Padres apresentam a virgem Maria Como nova Eva, sujeita sim, mas intimamente unida AO novo Adão na Luta contra o Inimigo infernal. E ESSA Luta, Como JÁ se indicava nenhuma Protoevangelho, Acabaria com a Vitória Completa SOBRE O Pecado e Sobre a morte, Que Semper se encontram unidas Nos Escritos Fazer Apostolo Das gentes (cf. Rm 5, 6, LCOR 15,21-26; 54-57). ASSIM Como a Ressurreição gloriosa de Cristo constituiu-parte essencial e ÚLTIMO TROFÉU Desta Vitória, ASSIM também hum Vitória de Maria Santíssima, Comum com hum Fazer Seu Filho, devia do fazer Terminar Pela glorificação do Seu Corpo virginal. Pois, Como Diz o apóstolo AINDA, "quando ... Este Corpo mortal, se revestir da imortalidade, entao se cumprirá o Que ESTA Escrito: a morte FOI absorvida na Vitória" (1Cor 15,14).
40 dEste modo, hum augustíssima Mãe de Deus, Associada a insondável Jesus Cristo de Modo de Toda a Eternidade "com hum Único decreto" (30) de predestinação, Imaculada na Concepção SUA, semper virgem, na SUA Maternidade divina, generosa companheira afazeres divino Redentor Que obteve triunfo completo SOBRE O Pecado e SUAS consequencias, alcançou POR FIM, Como Suprema privilégios Coroa dos SEUS, Que Fosse preservada da Corrupção Fazer sepulcro, e Que, à semelhança do Seu divino Filho, vencida a morte, fossa levada los Corpo e alma AO Céu, Onde refulge Como Rainha à Direita do Seu Filho, Rei imortal DOS Séculos (cf. 1Tm 1,17).
Oportunidade da Definição
41 Considerando Que a Igreja universal - Que É Assistida Pelo Espírito de Verdade, Que a dirige infalivelmente Para O Conhecimento das Verdades Reveladas - não decurso dos Séculos manifestou de Tantas Formas hum SUA Fé; considerando Que OS Bispos de TODO O Mundo Quase unanimemente pedem que SEJA definida Como dogma de Fé divina e Católica A Verdade da Assunção da Santíssima Virgem corpórea AO Céu; considerando que esta Verdade se funda na Sagrada Escritura, ESTA profundamente gravada na alma dos Fiéis, e de Tempos antiquíssimos E Comprovada Pelo Culto litúrgico, e concorda, inteiramente, com um Otras Verdades Reveladas, e TEM Sido esplendidamente explicada e declarada Pelos Estudos, Sabedoria Prudência e DOS teólogos - julgamos chegado o Momento estabelecido Pela Providência de Deus, Paragrafo proclamarmos solenemente Este Privilégio insigne da virgem Maria. (42). NOS, que colocamos O Nosso pontificado Solúcar o especial patrocínio da Santíssima Virgem, à recorremos qua los Tantas circunstâncias tristes, NSA, que consagramos publicamente TODO o Gênero Humano AO Seu Imaculado Coração, e que experimentamos muitas vezes o Seu Poderoso patrocínio, confiamos firmemente que ESTA solene proclamação e Definição Sera, Será, será de grande proveito do Pará UMA Humanidade inteira, o o Porque reverte los Glória da Santíssima Trindade, a qua a virgem Mãe de Deus ESTA Ligada com Laços Muito Especiais. É de esperar também que de Todos os Fiéis cresçam los de amor par com a Mãe celeste, e Que OS Corações de Todos os Que se gloriam Fazer nomo de cristãos se movam a desejar a União com o Corpo místico de Jesus Cristo, e de: Não de de amor Que aumentem Pará com aquela Que TEM amor de Mãe Paragrafo Com Os Membros Fazer MESMO augusto Corpo. E também E lícito esperar Que, AO meditarem Nos Exemplos gloriosos de Maria, Mais e Mais se persuadam Todos Faze valor da Vida Humana, parágrafo se consagrada AO cumprimento da Vontade do Pai celeste ea procurar Integrante Fazer O Bem Próximo. Enquanto o materialismo ea Corrupção de trajes que DELE se origina ameaçam subverter a luz da Virtude, e destruir Vidas Humanas, suscitando Guerras, E AINDA de esperar que este luminoso e incomparável Exemplo, posto Diante dos Olhos de Todos, mostre com plena luz Qual o FIM que o SE destinam a alma Nossa EO Nosso Corpo. E, Finalmente, esperamos Que a Fé na assunção corpórea de Maria AO Céu torne Mais firme e operativa a Fé na Ressurreição Nossa Própria.
43 E e Paragrafo NÓS Motivo de regozijo Imenso que este Fato, POR Providência de Deus, se Percebe Neste Ano Santo que esta a decorrer, e Que possamos ASSIM, enquanto se celebra Este jubileu Maior, adornar com pedra preciosa ESTA UMA fronte da Virgem Santíssima , e deixar hum monumento, Mais perene Que o bronze, da Nossa ardente Devoção Paragrafo com UMA Mãe de Deus.
Definição solene do dogma
44 "Pelo Que, DEPOIS de TERMOS dirigido hum deus repetidas súplicas, e de TERMOS invocado a paz do Espírito de Verdade, Paragrafo Gloria de Deus onipotente Que UMA Virgem Maria concedeu UMA SUA Especiais benevolência, Paragrafo Honra Fazer Seu Filho, Rei imortal dos Séculos e triunfador do Pecado e da Morte, Paragrafo aumento da Glória da SUA augusta Mãe, e Paragrafo gozo e Júbilo de Toda a Igreja, com a Autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Bem-aventurados Apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos Ser dogma divinamente Revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a virgem Maria de semper, terminado o Curso da Vida terrestre, assunta estava em Corpo e alma à Glória celestial ".
45 Pelo Que, se alguem, O Que Deus Localidade: Não permita, Ousar, voluntariamente, Negar OU Pôr los Dúvida ESTA Nossa Definição, naufraga Saiba Que na Fé divina e Católica.
46 Para Que Chegue AO Conhecimento de Toda a Igreja Nossa ESTA Definição da Assunção corpórea da virgem Maria AO CEU Queremos Que se conservem ESTA Carta Para Perpétua Memória; mandamos também que, AOS SEUS transuntos OU Copias, impressas MESMO, desde que sejam subscritas Pela Mão de algum notario publico, e munidas com o selo de alguma Pessoa constítuida los Dignidade eclesiástica, se lhes de O MESMO Crédito que um Presente, se Fosse apresentada e mostrada.
47 A NINGUEM, POIs, SEJA lícito infringir ESTA Nossa declaração, proclamação e Definição, OU temerariamente opor-se-LHE e contraria-la. Se alguem presumir intenta-lo, Saiba Que incorre na indignação de Deus onipotente e dos Bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo.

Dado los Roma, Junto de São Pedro, no Ano do Jubileu Maior, de 1950, None dia 1 ° de Novembro, festa de Todos os Santos, no XII Ano fazer Nosso pontificado.

Eu PIO, Bispo da Igreja Católica ASSIM definindo, subscrevi.

Não podemos ser omissos com os humoristas "Porta dos fundos".

Todos estamos nesses últimos dias perplexidade, com mais um ataque ao Cristianismo. Os pseudos-humoristas, “Porta dos fundos”, em seu “especial de Natal”, onde de maneira diabólica ultrajante o Cristianismo, com um humor satânico, para desferir seu ódio aos cristãos, com todo tipo de blasfêmias. Jo 15,20 “ Se me perseguiram, também a vós hão de perseguir”.
Eles não são os primeiros, porém foram longe demais, satirizando e desrespeitando a nossa fé, por meio da difamações e promoção ao ódio contra nós cristãos. Ao invés de uma discussão saudável e respeitosa, para chegarmos ao fim último, Jesus Cristo, Único e Verdadeiro Deus e a Sua Igreja, que Ele fundara sobre o Apóstolo São Pedro.
Mais uma vez vemos que em grandes solenidades, como o Natal e a Páscoa, esses vídeos que procuram difamar e caluniar a fé cristã, “brotam” na internet, porém não vemos o mesmo tratamento com os islâmicos, por exemplo.
No desgraçado vídeo não deixa a menor defesa e sim a pura e gratuita blasfêmia a Majestade Divina. Os tons de “segundas intenções”, termos imodestos e piadas a Imaculada Conceição e a Maternidade Divina de Nossa Senhora.

Não devemos nos omitir e devemos manifestar nossa perplexidade com boicotes aos patrocinadores e suas marcas, escrever e-mails e levar a outros aos mesmos atos. Por isso coloco aqui os nomes e sites que patrocinam esses desgraçados:



Uma maneira eficiente de enfrentar alguns grupos é direcionando-se contra seus patrocinadores.

O Luciano Huck é patrocinador do grupo Porta dos fundos
https://www.facebook.com/LucianoHuck?fref=ts

Cerveja Itaipava
https://www.facebook.com/itaipavacerveja?fref=ts

Também existe uma bela iniciativa, que é a do site http://www.citizengo.org/pt-pt/node/1921, onde a assinatura online para a cervejaria Itaipava.
Rezemos também pela conversão dos mesmos “humoristas”, pois incorrem de pecado de blasfêmia, que é pecado mortal. “Eu porém vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos vos [maltratam e] perseguem. Mt 5, 44.
Que possamos também desagravar a Majestade Divina, com adorações, Santas Missas e atos de desagravo ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.

Viva O Menino Cristo Rei de Praga!

Homilia do Papa Francisco na Solenidade de Todos os Santos – 01/11/2013

HOMILIA
Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco no Cemitério Verano de Roma
Sexta-feira, 01 de novembro de 2013

Neste momento, antes do pôr do sol, neste Cemitério, nos reunimos e pensamos no nosso futuro, pensamos em todos aqueles que já partiram, todos aqueles que nos precederam na vida e estão com o Senhor. É tão bonita esta visão do céu que nós ouvimos na primeira leitura (cf. Ap 7,2-4.9-14).  Senhor Deus a beleza, a bondade, a verdade, a ternura, o amor total, aquilo que nos espera e aqueles que nos precederam, que morreram no Senhor e estão lá. Proclamam que foram santos, não pelas suas obras, fizeram obras boas, mas foram salvos pelos Senhor, a salvação pertence ao nosso Deus, é Ele que nos salva, é Ele que nos leva, como um Pai, pela mão, no final da nossa vida. Precisamente naquele Céu onde estão nossos antepassados.

Um dos anciãos faz uma pergunta: quem são esses vestidos de branco, esses justos, esses santos, que estão no céu? São aqueles que vêm de uma grande tribulação e lavaram suas vestes, tornando-as cândidas no sangue do Cordeiro. Somente entraram no céu, graças ao sangue do Cordeiro, graças ao sangue de Cristo. É o sangue de Cristo que nos justificou, que abriu as portas do Céu, e se hoje recordamos esses nossos irmãos que nos precederam na vida, que estão no Céu, é porque eles foram lavados pelo sangue de Cristo. Essa é nossa esperança. A esperança do sangue de Cristo. Essa esperança não dá desilusão. Esperamos na vida, como o Senhor. Ele não cria nenhuma desilusão, não nos dá desilusão, jamais.

João dizia aos seus apóstolos e seus discípulos: veja que grande amor Ele deu, o Pai, para sermos chamados filhos de Deus (cf. 1 Jo 3, 1-3). Por isso, o mundo não nos conhece, somos filhos de Deus, mas o que seremos ainda não nos foi revelado, é muito mais. Quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos como Ele é. Ver Deus, ser semelhante a Deus, essa é a nossa esperança. E hoje, no dia de todos os santos, antes do dia dos mortos, é necessário pensar um pouco na esperança. Essa esperança que nos acompanha na vida.

Os primeiros cristãos falam da esperança e a pintavam como uma âncora, como se a vida fosse a âncora naquela margem, onde todos nós, andando, indo, segurando a corda. É uma belíssima imagem, essa esperança. O coração ancorado lá, onde estão os nossos antepassados, os santos, onde se encontra Jesus, onde está Deus. Esta é a esperança, esta é a esperança que não cria desilusão.

Hoje e amanhã são dias de esperança. A esperança é como o fermento que faz ampliar a alma, mas também existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança a alma vai avante, avante. Olha, olha aquilo que te espera! Hoje é um dia de esperança, os nossos irmãos e irmãs estão na presença de Deus, também nós, estaremos ali por graça do Senhor, se nós caminharmos na estrada de Jesus.

E conclui o apóstolo: cada um que tem essa esperança n’Ele purifica a sim mesmo. Também a esperança nos purifica, nos faz ir mais depressa. Nesse pré pôr do sol, cada um de nós pode pensar no pôr do sol de cada um, no meu, no seu, no nosso. Todos nós termos esse pôr do sol, mas eu olho para ele com esperança? Olho com aquela alegria de ser recebido pelo Senhor? Esse é o olhar cristão, isso nos dá paz. Hoje é dia de alegria, mas de uma alegria serena, tranquila, alegria da paz.

Vamos pensar no pôr do sol de tantos irmãos que nos precederam, o nosso pôr do sol que virá, vamos pensar no nosso coração, e vamos nos perguntar: onde está ancorado o meu coração? Se ele não está ancorado bem, vamos ancorá-lo lá, lá em cima sabendo que a esperança não nos dá desilusão, porque o Senhor Jesus jamais irá nos desiludir.

São Jerônimo de Stridon



"E as portas do inferno não prevalecerão contra Ela"! Nas eras conturbadas para a Igreja é que aparecem os grandes guias. O período situado entre o final do século IV e meados do século V foi uma dessas eras. Erros e heresias pululavam no seio da Cristandade. Então, surgiram grandes luzeiros de santidade e ciência: Santo Hilário, de Poitiers, Santo Ambrósio, de Milão, o grande Santo Agostinho. Havia ainda um outro luminar que, com os anteriores, formou o conjunto dos "Santos Padres da Igreja": São Jerônimo, cuja festa celebra-se no dia 30 de setembro, o "mês da Bíblia".

Jerônimo de Stridon

Jeronimo nasceu no ano de 342. Era filho de Eusébio, da cidade de Stridon, já na divisa entre a Panomia e a Dalmácia, em terras não distantes de Aquileia, na Itália. Sua família era cristã, nobre e rica. Acompanhando o costume da época, foi batizado apenas aos 18 anos, contudo, teve uma educação cristã desde criança.
 Seu pai percebeu logo as precoces aptidões que Jerônimo tinha para os estudos e apenas esperou que ele chegasse à adolescência para enviá-lo a estudar em Roma. Ali usando a pequena fortuna que seu pai lhe deu, procurou os melhores mestres. Tendo, porém, uma juventude um tanto livre.
 No centro do mundo civilizado de então, o jovem dedicou-se com afinco aos estudos da gramática, da retórica e da filosofia. Estudou latim tendo como professor de línguas um famoso pagão chamado Donato.
Jerônimo tornou-se um grande latinista, sendo também muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas mais.

Jerônimo e os clássicos romanos e gregos

Ele dedicava horas e horas de seus dias lendo, estudando e até decorando livros de grandes autores latinos: Cícero, Virgílio, Horácio, Tácito, E ainda encontrava disposição para conhecer autores gregos. Entre eles Homero e Platão. Tal era seu entusiasmo e admiração pelos escritores clássicos que logo formou uma biblioteca só com obras deles, chegando até a copiar a mão vários desses livros.
 Dedicando tanto tempo a esses autores, quase nunca encontrava ocasião para as leituras cristãs. Totalmente posto nessa situação nada conveniente, ele, contudo, não tinha rompido com os princípios que conhecera na infância, não havia, de todo, cortado os laços com suas raízes cristãs.
 Foi, certamente, sua inexperiência juvenil que o levou a mergulhar sem censuras no ambiente mundano e decadente da Roma de seu tempo. Mais que um extraviado exacerbado, ele foi uma vítima do modismo da época.

Tempos mais tarde, Jerônimo admitiu que essa sua atitude o tinha colocado fora do verdadeiro caminho. Apesar disso ele recordava também que Deus não o havia abandonado nunca e que o guiava constantemente. Foi por essa ocasião que ele tornou-se catecúmeno. Continuava seus estudos e preparava-se para ser batizado. Seus domingos em Roma consistiam em constantes visitas às catacumbas. Ali ele meditava sobre a fé dos mártires, admirava a atitude deles e venerava suas relíquias.

Jerônimo batizado

Jerônimo recebeu o santo batismo na idade adulta. Ele foi batizado pelo Papa Libério. Já como cristão batizado, ele fez uma viagem de estudos pelas Gálias. Para acompanhá-lo levou consigo seu irmão de leite Bonoso.
 Nessa viagem, em Treveris, ele decidiu entregar-se ao serviço de Deus e, depois de conhecer a uma das mais afamadas academias que existiam no Ocidente, ele continuou sua viagem. Foi primeiramente para a Grécia, depois visitou parte do Oriente Médio. Ali, numa região desértica perto de Antioquia, viveu alguns anos em plena solidão.
Por essa ocasião, ele já tinha começado a dirigir seus estudos para outros pontos do saber humano, fora dos clássicos. Então, ele aproveitou seu tempo para estudar hebreu com um judeu convertido. Sua intenção era poder estudar as Sagradas Escrituras em seu idioma original. Isso não foi fácil: só o fim a que agora destinava seus estudos e o seu constante desejo de conhecimento lhe mantiveram nesse intento.
 Ele chega a afirmar que "As fadigas que isto me causou e os esforços que me custaram, só Deus sabe. Quantas vezes desanimei e quantas voltei atrás e tornei a começar pelo desejo de saber; sei-o eu que passei por isso, e sabem-no também os que viviam na minha companhia. Agora dou graças ao Senhor, pois que colho os saborosos frutos das raízes amargas dos estudos" (Pe. José Leite, Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oração, Braga, 1987, vol. III, p. 104. )

Jerônimo: tentações e consolo

Nesse período, as dificuldades e cansaços que estes estudos lhe traziam não eram todo o sofrimento pelo qual ele teve que passar. Para ele, foi necessário enfrentar um inimigo mais sutil, inteligente e mau.
 Deus permitiu que o demônio o torturasse. A cada instante o maligno o assaltava com tentações e desejos imundos contra o sexto mandamento. Para combatê-los, Jerônimo entregava-se à oração e à penitência. Eram jejuns que, às vezes, duravam semanas inteiras. Mas Deus não o abandonava!
 Em meio às tentações, o Senhor o consolava: "depois de chorar muito e contemplar o céu, sucedia-me, por vezes, ser introduzido dentro dos coros dos anjos. Louco de alegria, eu cantava... (Pe. José Leite, Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oração, Braga, 1987, vol. III, p. 105)
  
Cristão, não: Ciceroniano!

Jerônimo quis visitar Jerusalém. Queria caminhar pela Terra Santa, venerar os lugares que foram santificados pela presença de Nosso Senhor. Aproveitou a ocasião de sua estada em Jerusalém para aprofundar seus conhecimentos da língua hebraica, ele desejava ter um meio a mais para conhecer melhor as Sagradas Escrituras. Assim, poderia ter mais segurança nas respostas às questões que o Papa São Dâmaso lhe fazia constantemente a respeito de passagens difíceis dos Livros Sagrados.
 No entanto, ler a Sagrada Escritura não lhe trazia prazer. Para Jerônimo, o texto bíblico era simples demais e não tinha ornato... Ele  tinha sido formado na leitura dos clássicos latinos e gregos e se acostumara com a "eloquência" e "elegância" da literatura de estilo pagão. Ele sentia muita aridez na leitura da Bíblia. Apesar de ser um sábio para o mundo, um conhecedor com ampla visão das ciências de então, continuava cego para as coisas mais elevadas, as coisas divinas.
Para que ele mudasse de vida, foi necessário que o próprio Deus chamasse sua atenção. Jerônimo, anos mais tarde, contou em carta a uma de suas discípulas, Santa Eustóquia, o que foi que se passou com ele:
 Era o ano 374, ele estava na Antiópia e fazia austeras penitencias. Estando em oração, Jerônimo teve uma visão. Ele tinha sido arrebatado aos céus, e se via diante do Juízo de Deus. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo presidia o Tribunal e perguntava sobre seu estado de alma e sua Fé.

- Sou cristão. Responde Jerônimo.  Ao que o Juiz lhe replicou com severidade:

- Mentira!... Você não é cristão, mas ciceroniano...

Isso seria o mesmo que dizer: "Não sois de Cristo, sois de Cícero."
 O Juiz mandou que ele fosse açoitado. Os assistentes pediram clemência argumentando que ele ainda era jovem e poderia corrigir-se, arrepender-se e salvar-se. Diante do que lhe acontecia, Jerônimo reconheceu o estado de alma em que se encontrava e nessa situação tomou a única atitude que lhe seria conveniente: reconheceu seu erro, pediu perdão.
 É certo que ele percebeu que tinha sido perdoado, então, naquele instante, ele fez o firme propósito de emendar-se, saindo do arrebatamento cheio de compunção e muito arrependido e pleno do amor de Deus.
"Desde aquela hora eu me entreguei com tanta diligência e atenção a ler as coisas divinas, como jamais havia tido nas humanas", conclui o Santo em sua carta a Santa Eustáquia. (Pe. Ribadaneira, in La Leyenda de Oro, op. cit., p. 644)

Jerônimo convive com Santos

Ele foi, então, para Chalcis, no deserto da Síria e lá passou quatro anos. Tinha uma vida de monge e aproveitou o tempo para aprofundar seus conhecimentos de hebreu e estudar os escritos de São Paulo de Tebas. Jerônimo deixou o ambiente monacal e dirigiu-se a Constantinopla. Ele queria ver e ouvir São Gregório Nanzianzeno. Devido a sua oratória e erudição, esse Santo era conhecido como sendo "o Teólogo".
 Durante três anos ele ali permaneceu estudando com São Gregório. Foi ele quem lhe abriu o espírito ao amor pela exegese das Sagradas Escrituras. Foi nessa ocasião também que Jerônimo teve oportunidade de fazer uma grande e profunda amizade com dois outros luzeiros que brilhavam na Igreja do Oriente: São Basílio e seu irmão São Gregório de Nissa.

Jerônimo Sacerdote

Ele esteve algum tempo também na Antioquia da Síria. Ali prestou serviços ao Bispo Paulino que o incentivou a receber o sacramento da Ordem.
 Estava com mais de trinta anos quando tornou-se sacerdote. Ele obteve condições especiais de vida sacerdotal. Poderia continuar sua vida como monge e não estar sujeito à jurisdição de nenhuma diocese. Quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tornou-se um monge para quem o isolamento monacal seria ocasião para dedicação total ao estudo, à reflexão, à oração, tendo em vista a difusão do cristianismo.
 Ele pôde nessa ocasião, com muita dificuldade, estudar hebraico e aperfeiçoar seus conhecimentos do grego tendo em vista poder compreender melhor as escrituras em suas línguas originais.
Jerônimo pensou em ir para o deserto a fim de penitenciar-se de seus pecados. Ele pensava especialmente sacrificar-se para afastar de si as fortes tendências e os grandes desejos que o impeliam para a sensualidade. Naquele lugar de silencio e isolamento ele rezava. Jejuava muito e passava noites sem dormir, em oração e sacrifícios. Ali, porém, ele não encontrou a paz. Deus reservava para ele o encontro com uma descoberta: sua missão não era viver na solidão. Jerônimo voltou para Roma.
  
Jerônimo secretário do Papa

Por causa do modo de ser e da mentalidade dos povos orientais, na Igreja do Oriente havia vários ambientes onde os erros doutrinários encontravam terreno propício para germinarem. As heresias se difundiam e causavam confusão em todo o corpo social.
 Era tal a situação que tornou-se necessária uma reação da autoridade espiritual e da temporal. Elas tinham que se unir para defender-se dos erros que ali pululavam.  Para isso o Imperador Teodósio e o Papa São Dâmaso resolveram convocar um sínodo em Roma.
 O secretário do evento deveria ser Santo Ambrósio, porém, o culto e famoso bispo de Milão adoeceu gravemente. Para substituí-lo, o Papa convidou Jerônimo. Ele desempenhou esse cargo com muita eficiência e sabedoria. Reconhecendo em São Jerônimo seus dotes extraordinários e seu grande saber, o Papa São Dâmaso quis tê-lo junto de si e o nomeou como seu secretário, assim que terminou o sínodo.
 Como secretário Jerônimo tornou-se o encarregado de redigir as cartas enviadas pelo Pontífice. Era dele uma outra atribuição muito importante dentro do governo da Igreja: "responder a todas as questões que se referissem à religião, de esclarecer as dificuldades das Igrejas particulares [dioceses], das assembléias sinodais, de prescrever àqueles que voltavam das heresias o que eles deveriam crer ou não, e de estabelecer, para isso, regras e fórmulas" (Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d'après le Père Giry, par Mgr. Paul Guérin, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo XI, p. 565)

Jerônimo e as Escrituras Sagradas

O Papa desejava ter uma tradução da Bíblia que fosse o mais fiel possível aos textos originais.
 Os textos bíblicos até então existentes tinham imperfeições de linguagem e imprecisões de traduções. O Papa percebia a necessidade de uma tradução que pudesse servir de texto único e uniforme para servir de base para na liturgia, nos estudos e orações dos fiéis, já que as versões populares eram imperfeitas e passiveis de criar confusão entre os fiéis.
 Foi então que o Papa São Dâmaso encarregou São Jerônimo de verter o texto das Escrituras Sagradas para o latim. O Papa sabia que seu secretário teria condições para levar a cabo esse importante projeto. Ele já tinha provas do profundo conhecimento que Jerônimo tinha dos textos bíblicos. Sua fama de latinista erudito e poliglota consumado era sabida por todos. Além do latim, ele conhecia bem o grego e o hebraico, e ainda entendia bem o aramaico; línguas muito ligadas aos textos Sagrados.
O trabalho de São Jerônimo abrangeu praticamente sua vida toda. Ele escrevia com elegância clássica o latim e traduziu a Bíblia inteira. Daí foi que surgiu a texto da Bíblia conhecido como "Vulgata", que significa "de uso comum". Essa tradução foi usada largamente em quase quinze séculos. Seu texto tornou-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu o lugar nos últimos tempos, depois de estudos linguísticos exegéticos mais recentes.
 No trabalho deixado por São Jerônimo, ele mostra seu agudo senso crítico, um amor extraordinário à Palavra de Deus e uma grande riqueza de informações sobre tempos, usos e lugares relativos à Bíblia Sagrada. O Papa Clemente VIII afirmou que São Jerônimo, nesse trabalho de suma importância, foi assistido e inspirado pelo Espírito Santo.
 A dedicação extraordinária que São Jerônimo teve na tradução das Escrituras Sagradas só pode ter, de fato, um motivo de origem sobrenatural. E é o que se confirma ao ver as explicações que ele mesmo deu ao justificar seu empenho nesse importantíssimo trabalho: "Cumpro o meu dever, obedecendo aos preceitos de Cristo que diz: ‘Examinai as Escrituras e procurai e encontrareis' para que não tenhais de ouvir o que foi dito aos judeus: ‘Estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus'. Se, de fato, como diz o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, aquele que não conhece as Escrituras não conhece o poder de Deus nem a sua sabedoria. Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo". (Pe. José Leite, op. Cit., p. 106.)
  
Jerônimo perseguido em Roma

Até a morte de São Dâmaso, em 384, Jerônimo permaneceu em Roma. "Todos acorriam a ele, e cada qual procurava ganhar-lhe a vontade: uns louvavam sua santidade, outros a doutrina, outros sua doçura e trato suave e benigno, e finalmente todos tinham postos os olhos nele como em um espelho de toda virtude, de penitência, e oráculo de sabedoria" .(Pe. Ribadaneira, op. cit. p. 645.)
 Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de matronas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.
 Porém, os altos cargos que exercia, a dureza com a qual tinha que corrigir os defeitos existentes no seio da alta classe social lhe trouxeram também todo tipo de invejas. Em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, Jerônimo sentia-se incompreendido e caluniado. Após a morte do Papa São Damaso, os inimigos de São Jerônimo iniciaram uma verdadeira campanha de difamação e perseguição contra ele.

Jerônimo troca Roma por Belém

Tal era o ambiente que se criou em Roma contra Jerônimo que ele decidiu afastar-se da Cidade Eterna indo, definitivamente, para a Terra Santa. Estabeleceu-se em Belém onde ficou com Santo Eustáquio, Santa Paula e sua filha Eudóxia e outros mais seguidores pregando na Palestina e no Egito.
 Várias das ricas senhoras romanas que haviam se convertido através de seus ensinamentos e conselhos o acompanharam e foram morar junto à Gruta do Presépio, sob sua orientação espiritual Fundaram, sob a direção do Santo, um mosteiro masculino e um feminino, este dirigido por Santa Paula. Estas senhoras haviam vendido tudo que tinham em Roma. Com o dinheiro obtido ajudaram São Jerônimo na construção de um convento para homens e três para mulheres, além de construir uma casa para atender peregrinos que chegavam de todas as partes do mundo para visitar o lugar onde havia nascido Jesus.
 São Jerônimo, porém, levava vida como monge de penitencias rígidas. Seus últimos 35 anos ele os passou em uma grande cova, próxima à Gruta do Presépio. Ali continuou, até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos e com muita energia ainda escrevia contra os herege que se atreviam a negar as verdades da Santa Igreja Católica, entre eles Helvídio e Joviano.
  
São Jerônimo e Santo Agostinho

Houve um princípio de polêmica entre os dois grandes Doutores da Igreja, Santo Agostinho e São Jerônimo. Tudo porém foi explicado: tratava-se de um mal-entendido entre esses dois luminares do cristianismo. Tudo foi explicado, as coisas se puseram em seu devido lugar e uma amizade que nunca havia se rompido, continuou cheia de respeito. Eles continuaram unidos até a morte, melhor seria dizer até no Céu.
 São Jerônimo dizia que Santo Agostinho era "seu filho em idade, e seu pai em dignidade", uma vez que era Bispo. Por seu lado, o Bispo de Hipona escreveu-lhe: "Li dois escritos vossos que me caíram nas mãos, e achei-os tão ricos e plenos que não quereria, para aproveitar em meus estudos, senão poder estar sempre a vosso lado". (7 - Edelvives, El Santo de Cada Día, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoça, 1955, tomo V, p. 307.)
No dia 30 do mês de setembro do ano 420, falece São Jerônimo. Estava avançado em idade e crescido em virtude faleceu. No mesmo dia, em visão, ele aparecia a Santo Agostinho e descrevia como era o estado das almas bem-aventuradas no Céu...

O Leão de São Jerônimo

Numa certa tarde, como faziam todos os dias nas horas canônicas, os monges estavam reunidos ouvindo as lições do dia durante. São Jerônimo estava entre eles e ouvia atento. De repente, todos perceberam que um leão se aproximava. Foi uma correria geral. São Jerônimo manteve a calma: foi o único. Ele levantou-se e foi encontrar-se com aquele hospede não convidado...
 Era um animal enorme que usava somente três patas para caminhar. A quarta pata ele a trazia levantada. Claro que o leão não poderia falar, mas dava a impressão de querer comunicar alguma coisa e ofereceu a Jerônimo a pata que trazia levantada. O monge a examinou e percebeu que o animal estava gravemente ferido.
 Jerônimo chamou o menos medroso dos monges para ajudá-lo a limpar e cuidar do ferimento que estava em carne viva, infeccionado e ainda cheio de espinhos. Jerônimo tratou do animal, retirou-lhe os espinhos e o medicou com unguentos. O animal sarou.
 Os cuidados oferecidos ao animal amansaram a "besta fera". O leão passou, então a caminhar pacificamente pelo mosteiro. Onde estivesse São Jerônimo, junto estava o animal que se comportava como um animal doméstico.
 Jerônimo mostrou aos monges uma primeira lição do episódio: "Pensem sobre isto e vocês poderão encontrar lições de vida. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou até nós, pois, o leão se curaria sem a nossa ajuda. Deus nos enviou esse leão para mostrar quanto a Providencia estava ansiosa para nos prover do que necessitamos para nosso bem."

O jumento foi roubado ou comido pelo Leão?

Os monges sugeriram então que o leão fosse usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o mosteiro. E, por muito tempo, assim foi: o leão guardava o jumento enquanto este trabalhava.
 Um dia, porém, o leão dormiu enquanto o jumento pastava e alguns mercadores que por ali passavam roubaram o jumento. O leão acordou e passou a procurar o jumento. Procurou todo o dia, sem encontrá-lo. Voltou para o mosteiro e ficou diante do portão. Parecia ter consciência de sua culpa: não tinha mais o andar imponente que parecia quando andava ao lado do burrico.
 Alguns monges concluíram que o leão tinha comido o jumento. E se recusaram a alimentá-lo, enviando de volta para comece o resto de sua vítima. Será que havia sido o leão que dera cabo do jumento? Jerônimo mandou que procurassem a carcaça do jumento. Eles não encontraram nada e não viram sinais de violência.
 Ao saber disso São Jerônimo disse: " Eu fico triste com a perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, deem comida para ele. Ele fará o serviço do jumento: deverá trazer em seu lombo a lenha que necessitamos." E assim aconteceu.

Um Leão que cumpre a vontade de Deus

O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia do alto de uma colina e viu na estrada homens montados em camelos e um deles montando um jumento.
 O leão foi ao encontro a eles. Aproximando-se, reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram deixando para trás o jumento, os camelos e a carga que traziam.  Como faria um cão pastor, o leão conduziu os animais para o mosteiro.
 Quando os monges viram aquele desfile inusitada correram até São Jerônimo. E foi até os portões e os abriu dizendo: "Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e deem comida para eles. Esperemos para ver o que Deus queria mostrar a este seu servo quando nos deu o leão".sao-jeronimo.jpg

Confie na sua Ovelha

Os monges seguiram as instruções de Jerônimo. O leão começou a rugir de novo e a balançar sua cauda, alegremente. Pesarosos por causa do que pensaram sobre o Leão, relembraram um pensamento conhecido na região: "Irmão, confie na sua ovelha, mesmo que se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião. Deus fará um milagre para curar o seu caráter".
 Jerônimo, sabendo o que iria acontecer disse: "Meus irmãos, preparem boa água, refrescos e frutas pois, chegarão novos hóspedes que deverão ser bem tratados'. Tudo aconteceu como o Santo pediu. E logo um grupo de mercadores estava diante do portão. Embora tivessem sido bem recebidos pelos monges, correram até São Jerônimo e prostraram-se a seus pés, pedindo perdão e agradecendo o acolhimento.
 Jerônimo ainda disse aos monges: "deem os refrescos a eles e deixem partir com os seu camelos e suas cargas". Através do Leão, Deus supre as necessidades do mosteiro.
 Os mercadores, como retribuição e gratidão, ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para que fosse usado nas lâmpadas do mosteiro e ainda deixaram alimentos para os monges. Então, o chefe dos mercadores ainda disse: "Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de também seguirem esta ordem: nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós ".
 São Jerônimo aceitou a oferta e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com a benção do Santo, voltaram alegres para o seu povo.
 São Jerônimo, tirando uma lição de toda essa história, respondeu a pergunta que ele mesmo havia feito anteriormente: "vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão"!
 Esta narração foi adaptada por nós. Ela procura dar uma breve explicação do porque a iconografia costuma apresentar São Jerônimo com um leão junto dele.

No livro "Vita Divi Hieronymi" (Migne. P.L., XXII, c. 209ff.) traduzido para o Inglês por Helen Waddell em "Beasts and Saints" (NY: Henry Holtand Co., 1934), é onde podemos encontrar essa narração por inteiro. (JSG)